Publicado 19 de Dezembro de 2020 - 19h05

Entre as iniciativas tomadas pela nova direção da TV Cultura, liderada por José Roberto Maluf, o Roda Viva voltou a se colocar como um dos principais programas de entrevistas. Evidente que a chegada da jornalista Daniela Lima, em sua rápida passagem e agora contratada pela CNN Brasil, foi das mais importantes. Sem dúvida. Mas também porque, ao mesmo tempo, a sua produção passou a chamar pessoas e colocar assuntos que interessam ao telespectador. Simples assim. Televisão é isso. E não um clubinho fechado, com acesso restrito, como foi na sua fase anterior. A necessidade de atender ao interesse do público deve existir o tempo todo, mesmo sem ter preocupação com a audiência, mas em trabalhos de boa qualidade. Aliás, no passado, com limitações que nunca foram diferentes, essa atenção em fazer a diferença aconteceu através de algumas iniciativas pioneiras. Por exemplo: no esporte, a Cultura foi a primeira a transmitir jogos da Copa Davis, quando Edson Mandarino e Thomas Kock eram os nossos grandes campeões no tênis. Ou através de projetos que sempre saíram da casinha, casos do Repórter Eco, toda a premiada linha infantil, Panorama, Quem Sabe, Sabe, Provocações, entre tantos que fizeram história. É bom verificar que a Cultura, aos poucos, está voltando ao que já foi.