Publicado 17 de Dezembro de 2020 - 19h05

Na televisão, mas muito mais na dramaturgia, sempre existiram equipes formadas, inseparáveis em quaisquer trabalhos. A amizade, que alguns preferem chamar grupo de confiança, à frente do talento, competência e da própria necessidade. Na designação de um autor ou diretor para qualquer novela ou série, até hoje se torna perfeitamente possível saber quais atores têm mais chances de serem chamados. A possibilidade de erro ou alguma surpresa é próxima de zero. E não é que, de uns tempos para cá isso também passou a acontecer no artístico. O profissionalismo foi, aos poucos, colocado de lado ou dando lugar a algumas pequenas “tribos”, com territórios marcados. Não, por acaso, a mesmice ou decadência observada em humorísticos e musicais. Os núcleos constituídos, facilmente identificados, são também impenetráveis. Os que estão dentro não saem e os de fora não entram, daí as consequentes bestialidades e decadência, quase como um caminho sem volta.