Publicado 18 de Dezembro de 2020 - 8h47

Luiz Roberto Da Costa Jr., servidor público, Campinas

Divulgação

Luiz Roberto Da Costa Jr., servidor público, Campinas

Pouco importa como o Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir sobre a obrigatoriedade ou não da vacinação contra o novo coronavírus. Debater teses jurídicas no campo abstrato (direito individual versus direito coletivo), dentro de uma sala com ar condicionado em Brasília, é estar fora da realidade do quente verão em meio à pandemia. A pesquisa Datafolha demonstra que a guerra de narrativas e a disseminação de fake news servem de apoio para o movimento antivacina. Aumentou o índice de pessoas contra a vacinação de 9%, em agosto, para 22%, em dezembro. Caindo o apoio daqueles que irão se vacinar de 89%, em agosto, para 73%, em dezembro. Portanto, o Brasil terá problemas com o índice de cobertura vacinal como também sugerem as pesquisas de opinião no Reino Unido e nos Estados Unidos. Dois países com fortes movimentos antivacina e alto índice de pessoas que declaram ser contra a vacina, o que prejudica a imunização de toda a sociedade.

Luiz Roberto Da Costa Jr., servidor público, Campinas