Publicado 19 de Dezembro de 2020 - 10h35

Por Agência Anhanguera de Notícias

O ambulatório do Ouro Verde funciona com 70% da capacidade

Cedoc/RAC

O ambulatório do Ouro Verde funciona com 70% da capacidade

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), voltou a falar da suspensão das cirurgias eletivas, ontem, explicando que várias medidas estão sendo tomadas para resguardar a cidade dos eventos que podem vir por causa do desenrolar da pandemia da Covid-19. Devido ao aumento no número de casos do novo coronavírus, foi anunciada, na última terça-feira, a interrupção desse tipo de procedimento, que pode ser agendado. E, não há prazo para a retomada.

Com a suspensão, será mais rápido transformar leitos de internação ambulatorial e de UTI, até então destinados para pacientes das cirurgias eletivas, em leitos Covid. Permitirá que os profissionais fiquem voltados para esse atendimento específico.

A direção da Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar acompanha diariamente a situação epidemiológica da Covid-19 para tomar novas medidas. A retomada das cirurgias e consultas ambulatoriais deve ser feita assim que a situação for mais segura, com redução de impacto do novo coronavírus na demanda. Na coletiva virtual realizada na manhã de ontem, o secretário municipal de Saúde, Carmino de Souza, disse que no último levantamento disponível o coeficiente de transmissão (R) da doença está abaixo de 1 em Campinas, o que é positivo.

O ambulatório do Hospital Mário Gatti fez os atendimentos que já estavam agendados até ontem. Agora, serão atendidos apenas os casos pós-cirúrgicos. Como ocorreu entre março e outubro, serão mantidas apenas as cirurgias de urgência e as oncológicas. A unidade havia retomado as eletivas no início de novembro. Foram priorizadas as que estavam agendadas antes da pandemia. Até o dia 11 deste mês, o hospital estava realizando uma média de 650 procedimentos por mês. As cirurgias eletivas representam 70% do total. Antes da pandemia, o ambulatório realizava 5 mil consultas, em média, ao mês.

O ambulatório do Ouro Verde permanecerá funcionando, mas com a capacidade de atendimento reduzida em 70% e mantendo os atendimentos pós-cirúrgicos. Serão realizadas apenas as cirurgias de urgência e as de catarata. Nesta unidade, a média mensal de cirurgias também é de 650, sendo que as eletivas correspondem a 75%. Antes da pandemia, o ambulatório do Ouro Verde realizava, em média, cerca de 4 mil atendimentos mensalmente. (AAN)

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