Publicado 18 de Dezembro de 2020 - 8h22

Por Da Agência Anhanguera

Unidade da Braskem em Paulínia, que está envolvida com o empreendimento que implicará em significativo ganho ambiental na Região Metropolitana de Campinas (RMC)

Divulgação

Unidade da Braskem em Paulínia, que está envolvida com o empreendimento que implicará em significativo ganho ambiental na Região Metropolitana de Campinas (RMC)

A Braskem, empresa brasileira do ramo petroquímico, produtora de resinas termoplásticas, focada na economia circular de carbono neutro, trabalha para a ampliação de seu portfólio de resinas pós-consumo (PCR). Em parceria com a Valoren, empresa especializada no desenvolvimento e operação de tecnologias para a transformação de resíduos, a companhia investirá R$ 67 milhões na construção de uma linha de reciclagem com capacidade para transformar cerca de 250 milhões de embalagens em 14 mil toneladas de resina pós-consumo de alta qualidade por ano. O projeto será instalado em Indaiatuba, cidade da Região Metropolitana de Campinas (RMC), e está previsto para iniciar suas operações no quarto trimestre de 2021.

Fabiana Quiroga, diretora de Economia Circular da Braskem na América do Sul, explica que a tecnologia é uma grande aliada para alavancar a reciclagem no Brasil e, consequentemente, o mercado de polímeros pós-consumo. “Os índices de recuperação de resíduos têm crescido gradativamente nos últimos anos e acreditamos que, entre os desafios que o setor ainda possui, o aumento de qualidade da resina PCR, que amplia suas possibilidades de uso, é um fator importante para seguirmos avançando no desenvolvimento desse mercado. Estamos muito satisfeitos em anunciar a parceria com a Valoren, que agregará, ao nosso negócio, sua expertise em gestão e fornecimento de resíduos, além do desenvolvimento de tecnologias para reciclagem, favorecendo toda a cadeia de valor do plástico”, afirma.

De acordo com a empresa, os resíduos processados na linha de reciclagem serão, em sua maioria, de origem doméstica, considerando materiais rígidos de polietileno (PE) e polipropileno (PP), como embalagens de alimentos, materiais de limpeza, produtos de higiene pessoal e cosméticos. O material, após processado, originará um PCR de alta qualidade.

A linha de reciclagem será formada por um complexo modular, ou seja, que integra diferentes etapas do processo. Os resíduos plásticos colocados no início do processo passarão pelas etapas de moagem, lavagem, extrusão e homogeneização. O arranjo do projeto é inédito e o maquinário conta com tecnologia europeia de ponta, complementada por equipamentos nacionais, ressalta a companhia.

Entre os diferenciais do projeto estão: linha de lavagem de alto desempenho, com selecionador ótico para remoção de contaminantes por coloração e por tipo de material; silos homogeneizadores; sistemas de dosagem de aditivos e insumos de alta precisão; e, módulo para eliminação de odor e de filtração de polímero de alto desempenho, o que contribuirá para a qualidade do PCR final. O sistema também busca atender às melhores práticas de sustentabilidade, com tratamentos de água de recirculação, para otimização dos recursos de água e de energia. Além disso, o projeto reforça o compromisso da Braskem em adotar as melhores práticas no controle de pellets — formato no qual a resina plástica é comercializada.

Slogans marcam a vocação ecológica das empresas parceiras no projeto

“Acreditamos muito nessa parceria com a Braskem ao contribuirmos com o desenvolvimento de um projeto inovador, que traz ao Brasil o melhor da tecnologia mundial em reciclagem mecânica, totalmente alinhado com a missão da Valoren de ampliar a economia circular por meio da valorização de resíduos, aplicando tecnologias e modelos de negócio inovadores. O projeto possui cunho não apenas tecnológico e econômico, mas também ambiental e social ao integrar à nova planta uma cadeia de suprimentos de material que promoverá um aumento da reciclagem do resíduo plástico e da profissionalização dos recicladores no Brasil”, comenta Heinz-Peter Elstrodt, presidente do Conselho da Valoren.

“A Braskem nasceu tendo o desenvolvimento sustentável como objetivo atrelado ao negócio e a economia circular sempre fez parte do nosso mindset. Acreditamos na importância da mobilização de todos os elos da cadeia, da indústria ao consumidor final, para assim avançarmos na transformação que desejamos enquanto sociedade. Esta linha de reciclagem é mais uma etapa importante da construção dessa jornada”, conclui Fabiana.

Neutralização

A Braskem, que é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas e líder mundial na produção de biopolímeros anunciou, em novembro, a ampliação dos seus esforços para se tornar uma empresa carbono neutro até 2050. Para alcançar esta meta, a estratégia da companhia considera iniciativas de redução, compensação e captura de carbono.

Entre as metas definidas, a companhia pretende, até 2030, diminuir em 15% as emissões de gases de efeito estufa e ampliar seu portfólio I’m green™, que considera os produtos com foco em economia circular, para incluir, até 2025, 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado; alcançando 1 milhão de toneladas desses produtos até 2030. Além disso, a empresa vai trabalhar para que nos próximos dez anos haja o descarte adequado de 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos.

As iniciativas da Braskem para as próximas décadas estão alinhadas à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), seus 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, e com o Acordo de Paris para o controle dos impactos das mudanças climáticas. Conheça o manifesto da Braskem em http://www.braskem.com.br/macroobjetivos.

Empresa é líder em gestão hídrica e de riscos climáticos

A Braskem se manteve no ranking de empresas líderes em gestão hídrica (A) e de riscos climáticos (A-) do CDP (Carbon Disclosure Program), organização sem fins lucrativos que seleciona as melhores empresas de capital aberto no mundo em relação ao gerenciamento da emissão de gases de efeito estufa, consumo da água e uso das florestas. A companhia alcançou classificação máxima na “Water List” pela quarta vez consecutiva e se manteve como empresa líder na "Climate List" pela sexta vez consecutiva, reforçando seu engajamento e atuação de impacto positivo no tema.

“A Braskem nasceu comprometida com o desenvolvimento sustentável e esse direcionamento tem orientado toda nossa trajetória empresarial. O reconhecimento do CDP chancela que estamos no caminho certo e, em especial, que temos capacidade para alcançar o objetivo de nos tornarmos uma empresa carbono neutro até 2050", afirma Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem.

O CDP avaliou mais de 5.800 companhias de todo o mundo, e a Braskem apresentou alto desempenho em todos os critérios analisados, ficando entre as empresas líderes em contribuição ambiental corporativa, ação e transparência em todo o mundo. A divulgação anual do ranking CDP, assim como seu processo de pontuação, é reconhecida com o padrão ouro de transparência ambiental corporativa.

A metodologia aplicada pela organização é considerada detalhada e independente, atribuindo uma pontuação de A a D – com base na abrangência da divulgação, conscientização e gestão de riscos ambientais e demonstração das melhores práticas associadas à liderança ambiental. Aqueles que não divulgam ou que forneceram informações insuficientes são pontuados com F.

Em 2020, cerca de 515 investidores, com mais de US$106 trilhões em ativos, e mais de 150 dos principais compradores, com US$4 trilhões em aquisições, solicitaram às empresas que divulgassem dados sobre os impactos ambientais, riscos e oportunidades por meio da plataforma do CDP. Mais de 9.600 responderam – a maior participação dos últimos anos.

“Estendemos nossos parabéns a todas as empresas da 'A List' deste ano. Assumir a liderança na transparência e na ação ambiental é um dos passos mais importantes que as empresas podem dar, e é admirável, ainda mais em um ano desafiador como este marcado pela covid-19. A escala dos riscos por mudanças climáticas, desmatamento e insegurança hídrica para as empresas é enorme, e sabemos que as oportunidades de ação superam em muito os riscos da inação. A liderança do setor privado criará um 'ciclo de ambições' para uma maior ação governamental e garantirá que pretensões globais para uma economia sustentável ‘net zero’ se tornem realidade. Nossa ‘A List’ celebra as empresas que estão se preparando para se destacar na economia do futuro tomando medidas hoje”, afirma Paul Simpson, CEO do CDP.

A lista completa das empresas que formam A List do CDP deste ano está disponível em https://www.cdp.net/en/companies/companies-scores. Já os critérios e a metodologia completa para a 'A List' podem ser acessados no site do CDP: https://www.cdp.net/en/companies/companies-scores.

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