Publicado 19 de Dezembro de 2020 - 16h17

Por AFP

Os ministros da Energia da Arábia Saudita e da Rússia mostraram sua unidade neste sábado durante uma reunião bipartidária antes da cúpula da OPEP+ em janeiro, após um ano marcado por divergências sobre cortes na produção de petróleo em meio à queda dos preços.

No início do mês, os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus parceiros, incluindo a Rússia, decidiram limitar o aumento da produção em janeiro a 500 mil barris por dia, em comparação com os quase 2 milhões inicialmente previstos.

"A carta da cooperação da OPEP+ nos uniu e trouxe bons resultados (...) E por isso deve continuar", disse o ministro saudita da Energia, Abdelaziz bin Salmán, durante entrevista coletiva transmitida pela rede estatal Al Ejbariya.

"Confirmamos mais uma vez a nossa lealdade aos acordos em vigor hoje", declarou o vice-primeiro-ministro russo Alexandre Novak, responsável pelo setor de energia.

"Pretendemos trabalhar juntos para chegar a um equilíbrio da situação do mercado", acrescentou.

OPEP+ realizará de forma virtual sua 13ª conferência ministerial no dia 4 de janeiro, enquanto a Rússia e a Arábia Saudita se reunirão no âmbito de um comitê de cooperação bilateral em março.

Os membros da OPEP+ concordaram em 3 de dezembro em colocar "progressivamente" de volta ao mercado cerca de 2 milhões de barris por dia no início do próximo ano, começando com 500.000 barris em janeiro.

No início do ano, uma verdadeira guerra de preços colocou a Arábia Saudita contra a Rússia, respectivamente terceiro e segundo maiores produtores de petróleo, em um mercado pressionado pela pandemia de coronavírus.

Diante da recusa de Moscou em reduzir ainda mais a produção mundial, em linha com os cortes permitidos pelo cartel e seus parceiros desde 2018, Riade aumentou a sua própria, causando uma queda nos preços, que atingiram mínimos em duas décadas. No final, OPEP+ chegou a um acordo.

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