Publicado 19 de Dezembro de 2020 - 10h07

Por AFP

Povoados inteiros no Fiji ficaram destruídos e ao menos quatro pessoas morreram pelo ciclone Yasa, cuja devastação após sua passagem por este arquipélago foi comparada neste sábado (19) com uma "zona de guerra".

A morte de um homem de 45 anos e de um bebê de três meses foram confirmadas pelas autoridades, e outros dois corpos foram encontrados, segundo a diretora do Escritório de Gestão de Catástrofes, Vasiti Soko.

Um deles, um homem de 70 anos, morreu quando a tempestade levou o telhado de sua casa e pedaços de madeira caíram sobre ele.

As equipes de emergência temem, no entanto, que o saldo de vítimas aumente com o restabelecimento das comunicações nas áreas mais remotas.

Os socorristas faziam todo o possível para fornecer comida e roupa nas áreas mais afetadas.

As autoridades declararam o estado de catástrofe natural por 30 dias.

O ciclone de categoria 5, a mais alta, afetou na noite de quinta-feira Vanua Levu, a segunda maior ilha de Fiji, destruindo tudo por onde passou e afetando 93.000 pessoas, segundo o Escritório de Gestão de Catástrofes.

Das 24.000 pessoas que tiveram que deixar suas casas, 16.113 ainda não puderam voltar.

Um avião do exército neozelandês sobrevoou a área neste sábado para avaliar os danos. Casas e campos foram destruídos pelo ciclone, que também danificou escolas.

"Recebemos imagens da ilha de Kia. Vimos uma devastação total. Parece uma zona de guerra", declarou à AFP Shairana Ali, diretora-geral da Save the Children Fidji.

Ainda não se sabe o alcance dos danos nas ilhas Lau, na parte oriental do arquipélago, já que continua incomunicável.

A prioridade é restabelecer as infraestruturas críticas, as comunicações e garantir a segurança da população, segundo Soko, que estima o valor dos danos em "centenas de milhões de dólares".

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