Publicado 18 de Dezembro de 2020 - 14h57

Por Estadão Conteúdo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que é "assustador" o Brasil voltar a registrar 1.000 mortes por dia relacionadas ao coronavírus. Em coletiva de balanço de fim de ano, Guedes disse que o governo está acompanhando se o aumento se trata de "um repique" ou uma segunda onda de contaminações.

"Se fosse segunda onda, seria uma situação bem mais grave, estamos observando. O plano A hoje é doença cedendo e economia voltando, auxílio emergencial termina 31 de dezembro. Teremos de pensar no que fazer se realidade não for essa", afirmou Guedes. "Se precisar agir, vamos agir."

Para o ministro, a "grande esperança" é a vacinação em massa da população e é o que vai garantir retorno seguro ao trabalho. "Estamos começando o ano com boas perspectivas, como estávamos no início do ano", completou.

Ele disse ainda que é necessário analisar questões como isolamento social e retorno ao trabalho. "Foi nosso comportamento que botou economia de volta e também causou repique nas mortes."

O ministro chegou a dizer que as mortes haviam caído a 200 por dia e que essa queda havia dado um "claro sinal" de que a crise de saúde estava terminando".

Sobre uma eventual renovação do auxílio emergencial, Guedes disse ainda que é uma decisão que tem que ser tomada com responsabilidade fiscal e apontando fontes de financiamento. "A classe política tem que escolher vou renovar auxílio, mas não tem aumento", completou.

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