Publicado 18 de Dezembro de 2020 - 13h31

Por AFP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a aliança GAVI, que criaram um mecanismo para uma distribuição equitativa das vacinas contra o coronavírus, sobretudo nos países com menos recursos, estimam que as primeiras doses começarão a ser enviadas no primeiro trimestre de 2021.

Batizado de COVAX, este mecanismo "conseguiu reunir em torno de 2 bilhões" de doses, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (18).

"A luz no fim do túnel é um pouco mais luminosa", completou.

A OMS estabeleceu o objetivo de contar com 2 bilhões de doses de vacinas para o final de 2021.

Em um comunicado, a OMS e a aliança para as vacinas GAVI indicaram que já é possível "planejar as primeiras entregas de vacinas para o primeiro trimestre de 2021, com a distribuição do primeiro lote de doses - suficiente para proteger os profissionais da saúde e dos serviços sociais - no primeiro semestre de 2021 em todas as economias participantes (do mecanismo COVAX) que pediram doses para este prazo".

Após essa primeira fase de distribuição, haverá outra no segundo semestre de 2021 em todos os países que integram o programa, com o objetivo de vacinar 20% da população dos Estados participantes antes do fim do ano, segundo o comunicado.

Outras doses adicionais que permitam chegar a níveis de cobertura mais altos estarão disponíveis em 2022.

Além disso, foi criado um sistema centralizado que permite que os países ricos com muitas doses possam distribui-las.

As duas organizações destacaram que este plano de entregas dependerá de vários fatores, como a aprovação das normativas correspondentes e o nível de preparação dos países.

Até o momento, foram firmados acordos com três laboratórios --AstraZeneca, Novavax e Sanofi-GSK-- que ainda não foram autorizados pelas autoridades nacionais.

A OMS indicou nesta sexta-feira que também fez um acordo com a gigante farmacêutica americana Johnson & Johnson para 500 milhões de doses do projeto de vacina Janssen - ainda sem aprovação.

A instituição também está negociando com a Pfizer, cuja vacina já recebeu a aprovação em vários países, como o Reino Unido e Estados Unidos. O projeto da Moderna, com o qual também está em contato, está sendo aprovado nos Estados Unidos.

"Só acabaremos realmente com a pandemia se acabarmos com ela ao mesmo tempo em todos os lugares, o que significa que é essencial vacinar certas pessoas em todos os países, mais que todas as pessoas de alguns países", insistiu o diretor-geral da OMS.

Segundo a OMS e seus sócios, o sucesso deste projeto colossal também dependerá dos fundos recebidos.

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