Publicado 18 de Dezembro de 2020 - 13h07

Por AFP

A China disse que sua economia ainda não se recuperou por completo da pandemia de coronavírus e prometeu apoio financeiro para os esforços de recuperação, no final de uma cúpula política anual nesta sexta-feira (18).

O país sofreu sua primeira contração econômica em décadas neste ano devido a uma crise de saúde pública que provocou confinamentos drásticos em Wuhan, a cidade do centro do país onde apareceu o coronavírus no final do ano passado e que prejudicou a atividade das fábricas.

Desde então, a economia chinesa melhorou depois que as autoridades conseguiram conter em grande parte a infecção e é provável que a China seja a única grande potência mundial que registre um crescimento positivo este ano.

Mas os funcionários da Conferência Central de Trabalho Econômico desta semana, presidida pelo presidente Xi Jinping, disseram que a recuperação global seria "instável e desigual" e apontaram uma política fiscal focada em manter a estabilidade econômica.

"Devemos ser claramente conscientes de que há muitas incertezas na evolução da pandemia e no entorno externo, e a base para a recuperação econômica de nosso país ainda não é sólida", dizia um comunicado divulgado após a cúpula de três dias pelo canal estatal CCTV.

Pequim impulsionará o apoio financeiro à inovação tecnológica, às pequenas empresas e aos projetos ecológicos em 2021, em um esforço para manter a economia em equilíbrio, segundo as conclusões da cúpula.

Os funcionários também indicaram que evitariam "a expansão desordenada do capital", fortalecendo um novo impulso anti-monopólio.

Essa alusão coincide com os recentes sinais de descontentamento de Pequim com o crescente poder dos gigantes tecnológicos do país.

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