Publicado 17 de Dezembro de 2020 - 20h37

Por AFP

O superciclone Yasa atingiu nesta quinta-feira (17) as ilhas Fiji e destruiu povoados inteiros, sem deixar vítimas até o momento, segundo serviços de resgate locais.

Os serviços meteorológicos de Fiji anunciaram que a tempestade tocou o solo na noite desta quinta na ilha de Vanua Levu, com rajadas de vento de até 345 km/h.

O olho do furacão demorou quase quatro horas para atravessar a ilha, provocando cheias repentinas, deslizamentos de terra e interrupção do fornecimento de energia elétrica, antes de chegar ao mar na sexta-feira de manhã.

"Muitas aldeias informaram que todas as suas casas foram destruídas", declarou à AFP a representante para Fiji da ONG Save the Children, Shairana Ali.

"Escolas ficaram danificadas e houve telhados arrancados, mas por enquanto não nos informaram sobre mortos ou feridos", acrescentou.

Há vários dias, as autoridades alertam sobre o potencial destrutivo dessa tempestade de categoria 5 - a mais alta.

O ciclone, um dos mais fortes já registrados no Pacífico Sul, poderia gerar ondas gigantes de até 10 metros.

A primeira área afetada pelo Yasa, que deve abandonar o país na sexta-feira, foi a província de Bau, pouco povoada. Segundo Shairana Alin, não parece que haja ocorrido danos importantes nas grandes cidades, exceto as inundações registradas em Rakiraki, na ilha de Viti Levu.

Em imagens publicadas nas redes sociais viam-se tetos de metal levados pelas forças do vento e casas e aldeias inundadas.

Nas zonas afetadas, "a maioria das pessoas vive da agricultura e seus cultivos também foram destruídos", acrescentou Ali.

O primeiro-ministro do Fiji, Frank Bainimarama, havia alertado que o ciclone seria tão grande que todo o arquipélago sentiria seus efeitos.

Os danos poderiam ser ainda mais graves que os causados em 2016 pelo ciclone Winston, que matou 44 pessoas.

"Mais de 850.000 fijianos estão na rota do ciclone, mais de 95% da população", disse.

Comprometido há tempos no combate ao aquecimento global, o primeiro-ministro culpou novamente o aumento das temperaturas por esses poderosos ciclones, que costumam ser muito menos frequentes.

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AFP