Publicado 17 de Dezembro de 2020 - 14h37

Por AFP

O número de mortos pelo naufrágio de uma embarcação com migrantes entre Venezuela e Trinidad e Tobago aumentou para 28, informou nesta quinta-feira (17) o procurador-geral venezuelano Tarek William Saab.

"O número chegou neste momento a 28 no total, dos quais 26 foram identificados", disse o funcionário em uma declaração transmitida pela televisão estatal.

O barco saiu em 6 de dezembro de Güiria (estado Sucre, nordeste), um pequeno povoado costeiro do qual embarcações precárias ilegais costumam sair com venezuelanos que tentam emigrar para Trinidad e Tobago, fugindo da crise política e econômica de seu país.

Cerca de cem pessoas desapareceram nesta travessia entre 2018 e 2019.

Os primeiros corpos apareceram na sexta-feira passada durante uma operação de rotina de um barco de patrulha da guarda costeira.

Segundo Saab, cada um dos migrantes a bordo do barco pagou 150 dólares ao que definiu como uma "máfia" de tráfico humano, sobre a qual seu despacho emitiu quatro novos mandados de prisão.

As autoridades prenderam até o momento duas pessoas pelo caso: o dono da embarcação e o proprietário da fazenda de onde partiu. Serão acusados, explicou o funcionário, por "tráfico ilegal de pessoas e associação criminosa".

O Ministério Público também pediu a prisão de sete militares da Guarda Nacional por extorsão, como resultado de uma investigação vinculada com o ocorrido.

A ONU estima que mais de cinco milhões de venezuelanos deixaram seu país desde 2015 forçados pela crise e que cerca de 25.000 escolheram Trinidad e Tobago como destino. O país insular, de 1,3 milhão de habitantes, diz que facilitou o registro para 16.000 venezuelanos.

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