Publicado 16 de Dezembro de 2020 - 15h47

Por AFP

Hotéis, restaurantes e locais de entretenimento voltaram a fechar as portas em Londres nesta quarta-feira (16), apenas duas semanas depois que a Inglaterra saiu do segundo confinamento, devido a uma disparada dos contágios, antes das festas de Natal cada vez mais preocupantes.

"Pedimos que pensem bastante sobre os dias que estão por vir e se podem fazer mais para proteger vocês mesmos e os outros", disse o primeiro-ministro Boris Johnson em coletiva de imprensa.

"Um Natal menor será um Natal mais seguro", insistiu, pedindo prudência.

Se até agora a situação era especialmente preocupante no norte da Inglaterra, na segunda-feira o governo informou que em alguns pontos do sudeste o número de infectados está dobrando a cada sete dias.

Isso coincide com o surgimento de uma mutação do coronavírus nesta região, que o Executivo não especificou se é a causa do aumento dos casos.

A capital e áreas do sudeste da Inglaterra entraram nesta quarta-feira no nível máximo de alerta contra a covid-19, que já estavam em vigor em zonas do norte do país.

Isto implica o fechamento de hotéis, bares e restaurantes - que podem vender comida apenas para retirada -, locais culturais, como cinemas, teatros e museus, e locais de lazer.

O governo recomenda o teletrabalho para quem tiver condições e que as pessoas evitem os deslocamentos não essenciais.

As medidas incluem ainda a limitação dos contatos: está proibido encontrar pessoas com quem você não convive em locais fechados e as reuniões ao ar livre não podem superar seis pessoas, incluindo as crianças.

As escolas podem permanecer abertas, assim como lojas, salões de beleza e academias.

Alguns distritos de Londres optaram, no entanto, por fechar os centros de ensino, antecipando o recesso de Natal.

O período festivo da próxima semana é especialmente preocupante, porque o governo decidiu flexibilizar as restrições entre 23 e 27 de dezembro para que as famílias possam viajar.

Cientistas e opositores pediram um recuo ao governo do primeiro-ministro Boris Johnson, temendo outra disparada dos contágios. Ele optou, no entanto, por manter o que havia prometido, embora tenha solicitado prudência aos britânicos.

"Não seria bom criminalizar aqueles que já fizeram planos e simplesmente querem passar um tempo com seus familiares queridos", disse, mas pediu para pesarem os riscos e lembrou que em alguns meses será menos perigoso quando pessoas idosas ou vulneráveis já estiverem vacinadas.

No entanto, rapidamente surgiram fissuras: o governo autônomo do País de Gales decidiu limitar para duas famílias, em vez de três, a autorização legal para se reunir no Natal.

Um dos países mais afetados da Europa com 65.000 mortos, o Reino Unido foi o primeiro no Ocidente a iniciar na seman passada uma campanha de vacinação, depois de ter sido o primeiro do mundo a aprovar a vacina desenvolvida pela Pfizer/BioNTech.

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