Publicado 16 de Dezembro de 2020 - 12h47

Por AFP

Os membros da União Europeia (UE) começarão a vacinar contra o coronavírus "no mesmo dia" antes do fim do ano - anunciaram autoridades de Bruxelas nesta quarta-feira (16), em um momento em que vários países aumentam suas restrições devido aos surtos que podem piorar com o Natal.

O escritório europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu o uso da máscara nas celebrações natalinas e precauções extremas, porque o risco de que os números se agravem em janeiro é alto.

Para se afastar desses números, a Europa conta os dias para começar a vacinar.

"Começaremos assim que possível a vacinação todos juntos, os 27, no mesmo dia, da mesma forma como enfrentamos juntos essa pandemia", anunciou nesta quarta-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, ao Parlamento Europeu.

Reino Unido e Estados Unidos já começaram a vacinar sua população, uma situação que deixou a Alemanha impaciente.

Por conta disso, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), órgão regulador para a UE, antecipou para segunda-feira, 21, sua reunião antes prevista para 29 de dezembro, na qual avaliará a aprovação da vacina desenvolvida pelos laboratórios Pfizer/BioNTech.

Em todo mundo, a pandemia deixa 1,6 milhão de mortos e 73 milhões de casos de contágio.

A Europa conta quase meio milhão de mortos e mais de 22,7 milhões de casos de covid-19. Na última semana, registrou cerca de 1,7 milhão de novos casos e 34.500 óbitos por coronavírus.

A Alemanha, que sofre uma segunda onda da pandemia muito mais grave e incontrolável que a primeira, registrou nas últimas 24 horas 952 mortes por covid-19, um recorde, e mais de 27.000 novas infecções.

Portanto, a partir desta quarta-feira e, a princípio, até 10 de janeiro, os alemães deverão respeitar um confinamento parcial, que inclui o fechamento de escolas, comércios não essenciais e uma restrição de viagens e contatos sociais.

O lema é "vamos ficar em casa", nas palavras da chanceler Angela Merkel e das autoridades regionais.

"A curva (de infecções) vai muito mal", alertou a chanceler.

Em outros países europeus, a situação não é muito mais animadora. No Reino Unido, pubs, restaurantes e hotéis de Londres terão de fechar pela terceira vez este ano, e Dinamarca e Holanda decretaram grandes medidas de confinamento para as próximas semanas.

Na França, onde bares, restaurantes, cinemas, museus e outros lugares de lazer estão fechados desde o final de outubro, está em vigor desde terça um toque de recolher entre 20h e 6h locais, com a única exceção da noite de 24 de dezembro.

Na Espanha, o presidente Pedro Sánchez disse hoje que é "preocupante" o aumento dos contágios, que superaram os 10.000 ontem.

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