Publicado 16 de Dezembro de 2020 - 11h37

Por AFP

Hotéis, restaurantes e locais de entretenimento voltaram a fechar as portas em Londres nesta quarta-feira (16), apenas duas semanas depois que a Inglaterra saiu do segundo confinamento, devido a uma disparada dos contágios, antes das festas de Natal cada vez mais preocupantes.

A capital e áreas do sudeste da Inglaterra entraram nesta quarta-feira no nível máximo de alerta contra a covid-19, que já estavam em vigor em zonas do norte do país.

Isto implica o fechamento de hotéis, bares e restaurantes - que podem vender comida apenas para retirada -, locais culturais, como cinemas, teatros e museus, e locais de lazer.

O governo recomenda o teletrabalho para quem tiver condições e que as pessoas evitem os deslocamentos não essenciais.

As medidas incluem ainda a limitação dos contatos: está proibido encontrar pessoas com quem você não convive em locais fechados e as reuniões ao ar livre não podem superar seis pessoas, incluindo as crianças.

As escolas podem permanecer abertas, assim como lojas, salões de beleza e academias.

Alguns distritos de Londres optaram, no entanto, por fechar os centros de ensino, antecipando o recesso de Natal.

O período festivo da próxima semana é especialmente preocupante, porque o governo decidiu flexibilizar as restrições entre 23 e 27 de dezembro para que as famílias possam viajar.

Cientistas e opositores pediram um recuo ao governo do primeiro-ministro Boris Johnson, temendo outra disparada dos contágios. Ele optou, no entanto, por manter o que havia prometido, embora tenha solicitado prudência aos britânicos.

"Devemos ter muita precaução na forma como celebramos o Natal. Podemos celebrar com sensatez, mas devemos ser extremamente cautelosos em nosso comportamento", declarou ele no Parlamento, nesta quarta-feira.

Em 2 de dezembro, a Inglaterra saiu de quatro semanas de confinamento, o segundo após o que vigorou entre março e junho, e o país entrou em um sistema reforçado de restrições locais.

Na capital, restaurantes e teatros retomaram as atividades, com a esperança de que o movimento frenético das semanas anteriores ao Natal permitisse recuperar parte da receita perdida desde o início do ano.

O novo fechamento é como um banho de água fria para aqueles que investiram em preparativos.

"É um desastre para os teatros de Londres", afirmou o diretor do Theatres Trust, Jon Morgan.

"Os teatros trabalharam incrivelmente duro para criar ambientes seguros para as audiências e, sem culpa alguma, agora enfrentarão enormes perdas financeiras", completou.

O anúncio repentino também obrigou os restaurantes a cancelarem todas as reservas para as próximas semanas. E terão de administrar os grandes pedidos repassados aos fornecedores de alimentos, que agora correm o risco de perder.

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