Publicado 17 de Novembro de 2020 - 19h05

Em algumas oportunidades aqui já foi colocado que a política do menor esforço, o comprar pronto, tomou conta das TVs brasileiras e levou a maioria para o mercado dos conteúdos internacionais. As cabeças pensantes desses veículos praticamente “evaporaram” e deram lugar a pessoas especializadas em negociar com produtoras ou visitar feiras de negócios, como a MipCom. De uns tempos para cá, a formato-dependência se acentuou ainda mais por causa da crise e da necessidade de reduzir gastos. Veja, por exemplo, o caso da Record, que dispensou boa parte da produção própria e buscou parceria com a Endemol Shine em programas como Dancing Brasil, da Xuxa, Canta Comigo, do Gugu e, daqui a pouco, também no Troca de Família, com Ticiane Pinheiro, além de outros. Não se trata de uma crítica às produtoras de conteúdo, presentes ainda em Globo, SBT, Band e Rede TV!, mas ao fato de que boa parte não consegue mais caminhar com suas próprias pernas. Se acomodaram e deixaram de criar. Há quadros vindos de fora, com produção tão simples, que não se consegue imaginar por que ninguém daqui teve essa ideia. Show de calouros, por exemplo! Difícil saber como isso vai terminar.