Publicado 18 de Novembro de 2020 - 16h20

Por Alenita Ramirez/AAN


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A Polícia Civil de Campinas desarticulou na tarde de ontem, uma quadrilha especialista em aplicar golpes em empresas que fornecem celulares corporativos para funcionários. Duas mulheres foram presas em flagrante. O esquema criminoso até então apurado pela polícia é o de furto dos aparelhos, que geralmente são de altos valores. Dezoito telefones avaliados em cerca de R$ 41 mil foram recuperados.

O golpe até então aplicado pelos criminosos é contra a empresa Vivo. Pelo esquema apurado pela polícia, os ladrões simulam ser da operadora, fazem contatos com empresas alvos e fingem uma falsa substituição dos aparelhos para furtá-los. Eles alegam falha técnica em algum aparelho e sugerem a troca de todos os telefones. Os bandidos contratam transportadoras idôneas para fazer a coleta dos equipamentos e usam e-mails e notas com logotipo da operadora de telefonia para garantir a transação.

O esquema foi descoberto após a operadora ser acionada por empresas vítimas. Segundo o delegado seccional, Nestor Sampaio Penteado, a quadrilha age em diversas cidades do Estado, na Capital Paulista e outros estados brasileiros há, pelo menos, seis meses. Inclusive, segundo Sampaio, o golpe também já é investigado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Na região, o bando já aplicou golpes em empresas de Sumaré, Hortolândia e Campinas.

As investigações do bando em Campinas começaram há cerca de 40 dias, após uma empresa vítima na cidade registrar boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial (DP). “Os criminosos faziam primeiro a recolha dos aparelhos e avisavam que dentro de alguns dias seriam entregues novos telefones, mas só que isso não acontecia”, contou Sampaio.

A prisão das mulheres aconteceu depois que outra empresa na cidade foi alvo do golpe. Os policiais da 1ª Delegacia Seccional foram avisados do esquema e conseguiram localizar as suspeitas.

Elas ocupavam um veículo Mercedes Benz ano 2018, em nome e dirigido por Maria Jamile de Oliveira Kauas, de 34 anos, que é apontada como mulher de um dos líderes do bando. Jamile também seria um dos “cérebros” da organização. Ela estava em companhia da estudante Patrícia da Silva Moraes, de 28 anos, que, segundo Sampaio, faz parte da quadrilha. “A partir de agora, as investigações seguem para descobrir a destinação dos celulares. Ainda não sabemos se eles são vendidos no mercado paralelo, ou se são desmontados e as peças vendidas ou se têm a placa-mãe trocada e entregues a facção criminosa”, disse o delegado. “Não é descartada a possibilidade desta quadrilha ter informações de dentro das empresas para aplicar o golpe”, emendou Sampaio.

As mulheres foram presas por estelionato e associação criminosa. Segundo o delegado, o inquérito ficará a cargo do 1º DP. “Temos pelo menos mais duas pessoas identificadas, mas acreditamos que a quadrilha deva ter muito mais integrantes”, frisou.

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Alenita Ramirez/AAN