Publicado 18 de Novembro de 2020 - 9h50

Por Daniel de Camargo

A rua onde teria acontecido o estupro de vulnerável: suspeito tem 48 anos e seu paradeiro é desconhecido após ter sido agredido por moradores

Wagner Souza/AAN

A rua onde teria acontecido o estupro de vulnerável: suspeito tem 48 anos e seu paradeiro é desconhecido após ter sido agredido por moradores

A Polícia Civil de Campinas vai investigar o suposto estupro contra uma menina de seis anos, que teria ocorrido no último domingo, no bairro Vila Vitória, em Campinas. Após ser acionada por uma assistente social na segunda-feira, a Guarda Municipal levou a mãe da vítima para a 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), no Jardim Paulicéia, onde o caso foi registrado.

Segundo o comandante da GM, Márcio Frizarin, a mulher relatou que estava na casa do namorado, próximo a sua residência. Por volta das 19h de domingo, a criança pediu e foi autorizada a ir brincar na casa de uma prima, que também reside por ali. Quando a menina saiu, a mãe percebeu que um homem, reconhecido por ela como um de seus vizinhos, a acompanhou.

Passado pouco tempo, o namorado ficou preocupado e pediu a ela que fosse ver a filha. Ao chegar na casa da sobrinha, constatou que a criança não estava lá. Rapidamente, foi à casa do suspeito. Lá, encontrou a menina somente de calcinha na cama do homem e ele pelado, ao lado.

A mãe ficou enfurecida e começou a agredi-lo. A briga chamou a atenção de outros moradores que, ao entender o que havia ocorrido, também bateram nele. Ainda no domingo, o agressor, que teve machucados severos, foi até o Hospital Ouro Verde, onde permaneceu internado até a noite de segunda-feira. Frizarin disse que o homem não queria deixar o hospital, com receio de voltar ao bairro e ser morto. Contudo, após receber alta, não foi permitida sua permanência na unidade de saúde e o seu paradeiro é desconhecido.

A criança foi encaminhada ao Pronto Socorro (PS) Infantil do Hospital Mário Gatti na segunda-feira. De acordo com o comandante, a menina contou — com palavras de criança — à médica pediatra que a atendeu, que o ato sexual foi consumado e que o agressor tampou a sua boca com a mão para ela não gritar. O agressor não foi preso porque não foi constatado o flagrante. Estupro é considerado crime hediondo no Brasil. Quando a vítima tem menos de 14 anos, a pena é de 8 a 15 anos, sendo aumentada no caso de lesão corporal grave, de 10 a 20 anos. Se resultar em morte, varia de 12 a 30 anos.

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Daniel de Camargo