Publicado 17 de Novembro de 2020 - 10h09

Por Daniel de Camargo


Reprodução/Facebook

Será sepultado hoje, às 9h, no Cemitério Parque das Primaveras, no Jardim Monte Santo, em Sumaré, o corpo do candidato a vereador da cidade pelo Patriota, Edmar Dourada Santana, cabeleireiro de 37 anos, que morreu na noite do último domingo, após ser atingido por três tiros. Segundo boletim de ocorrência (B.O), os disparos foram realizados por um homem que chegou e fugiu a pé do local, com a camiseta cobrindo o rosto para não ser identificado.

O ataque aconteceu por volta das 22h40, em frente a uma adega na Rua Ângelo Luis Quaglio, no Jardim Maria Antônia, bairro em que Santana residia. O político estava acompanhando por um tio, Arnaldo José de Santana Filho, funcionário público de 46 anos, que levou sete tiros, sendo ferido no pescoço, cabeça, barriga e outras partes do corpo. Ambos foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para o Hospital Estadual de Sumaré. Santana não resistiu aos ferimentos. Ele recebeu 269 votos, quantidade suficiente para ser eleito suplemente na Câmara de Sumaré. O tio do político, segundo a assessoria de imprensa do hospital, está em estado grave, na UTI em respiração mecânica e apresentando melhora.

A PM realizou, ainda na noite de domingo, diligências no local dos disparos e apreendeu três projéteis de bala deformados e um fragmento de projétil. Ainda foi entregue às autoridades um projétil, retirado do tio do candidato no hospital. A Polícia Civil constatou a existência de câmeras de segurança nas proximidades da adega, na esquina com a Rua Jorge Luiz Palma, que podem ajudar nas investigações. O caso foi registrado como homicídio no Plantão Policial.

Esse foi o segundo ataque a candidatos em Sumaré em menos de uma semana. Na noite da última quarta-feira, o guarda municipal e também postulante a uma cadeira no Legislativo, Ednelson Peixoto (PSB), de 38 anos, foi alvejado por dois homens em uma moto. Na ocasião, ele chegava ao condomínio onde mora, no Jardim Santa Maria. Peixoto, que é comandante da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), disparou contra os agressores, que fugiram. Ele foi encaminhado ao Hospital de Sumaré. Não se feriu porque usava um colete a prova de balas.

Inquérito da Polícia Federal apura ações de intimidação

A Polícia Federal de Campinas confirmou, na última quinta-feira, que vai instaurar inquérito para continuar a investigação iniciada no fim de outubro, pela Polícia Civil, acerca de um conluio entre políticos e criminosos — entre eles, possivelmente membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) — para ameaçar cabos eleitorais, candidatos e eleitores em bairros periféricos da cidade. O procedimento será feito em até 30 dia e a PF terá outros 30 para concluí-lo.

De acordo com a Polícia Civil, candidatos de ao menos três partidos - Partido Liberal (PL), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Partido Social Liberal (PSL) — foram intimidados por traficantes de drogas. As apurações iniciais apontam que pessoas ligadas ao crime proibiram as passeatas, aparições nas feiras livres, pequenos comícios e outras atividades.

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Daniel de Camargo