Publicado 19 de Novembro de 2020 - 7h26

Por AFP

O chefe do Estado-Maior do Exército etíope acusou, nesta quinta-feira (19), o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, originário do Tigré, de militar a favor da região e de tentar obter armas para ela.

Tedros "tem trabalhado nos países vizinhos para condenar a guerra" que o governo federal da Etiópia tem travado contra as autoridades regionais de Tigré desde 4 de novembro e "tem trabalhado para obter armas para eles", disse o general Berhanu Jula em uma coletiva de imprensa.

O diretor da OMS "não deixou pedra sobre pedra" para ajudar a Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF), partido que lidera a região do Tigré e que, há vários meses, desafia a autoridade do governo federal.

"Esse cara é ele mesmo um membro dessa equipe" da TPLF, acusou o general Berhanu, referindo-se a Tedros, que foi ministro da Saúde entre 2005 e 2012 no governo de Meles Zenawi, o líder histórico da TPLF. À época, Zenawi controlava o poder em Addis Abeba.

"O que podemos esperar dele? Não esperamos que se ponha ao lado do povo etíope e condene" as autoridades do Tigré, acrescentou.

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