Publicado 18 de Novembro de 2020 - 20h56

Por AFP

Os Estados Unidos superaram nesta quarta-feira (18) as 250.000 mortes pelo novo coronavírus, enquanto Nova York anunciou que voltará a fechar as escolas públicas para conter a segunda onda e na Europa a taxa de mortalidade aumenta.

O país totaliza agora 250.029 óbitos pelo novo coronavírus, segundo balanço da Universidade Johns Hopkins, referência no acompanhamento da pandemia. E detém de longe o maior registro nacional de falecidos com a doença, à frente de Brasil (com 167.455 mortos), Índia (com 130.993) e o México (99.026).

Na falta de uma estratégia nacional, estados e cidades americanos impuseram diferentes restrições, que vão do "lockdown" à proibição de reuniões sociais ou fazer refeições dentro de restaurantes.

Devido ao aumento de casos, a cidade de Nova York decidiu voltar a fechar as escolas públicas esta semana e retomar algumas restrições a bares e restaurantes.

O fechamento de escolas na maior cidade dos Estados Unidos ocorreu apesar do anúncio animador das farmacêuticas americana Pfizer e alemã BioNTech de que sua vacina contra a covid-19 tem 95% de eficácia, próxima à da concorrente Moderna (94,5%).

Esta resposta é melhor do que os resultados parciais publicados na semana passada e que mostraram "mais de 90%" de eficácia.

Em Nova York, porém, o prefeito Bill de Blasio disse que as 1.800 escolas públicas da cidade vão oferecer aulas apenas online a partir desta quinta-feira por tempo indeterminado, pois o índice de positividade para a covid-19 superou a média de 3% ao longo de sete dias.

"Devemos lutar contra a segunda onda", ressaltou ele.

O vice-diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, alertou para o recorde de internações nos Estados Unidos (quase 77 mil), lembrando que só na semana passada o país registrou mais de um milhão de novos casos do vírus.

"Já sabemos que quando nossas instalações de saúde estão sobrecarregadas, nossa capacidade de tratar aqueles que estão gravemente doentes se torna limitada", acrescentou.

As vacinas não são uma fórmula mágica e os países terão que "subir a ladeira" por enquanto sem elas, alertou o diretor de emergência da Organização Mundial da Saúde, Michael Ryan.

"Acho que teremos de esperar de quatro a seis meses" antes de atingirmos "um nível significativo de vacinação", observou Ryan em uma sessão de divulgação realizada nas redes sociais.

Apesar das restrições, o mundo registra até agora 55,8 milhões de casos da covid-19, com mais de 1,3 milhão de mortes, de acordo com a última contagem da AFP.

Os Estados Unidos, Europa e outros países já reservaram centenas de milhões de doses da vacina da Pfizer e BioNTech. O grupo espera conseguir produzir 50 milhões de doses ainda este ano, permitindo vacinar 25 milhões de pessoas (devido ao protocolo de duas doses). Em 2021, sua meta é fabricar 1,3 bilhão de doses.

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