Publicado 18 de Novembro de 2020 - 17h26

Por AFP

Os Estados Unidos suspenderam nesta quarta-feira (18) a proibição do Boeing 737 MAX, em solo desde março de 2019, após dois acidentes com cinco meses de intervalo, que deixaram 346 mortos.

30 de agosto - A Boeing apresenta a nova família 737 MAX (737-7, 737-8 e 737-9), versões atualizadas do 737 NG de um corredor só, com motores mais econômicos no consumo de combustível. Os MAX visavam a concorrer com o A320 Neo, apresentado meses antes pela Airbus.

8 de março - A Agência Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos certifica o 737 MAX 8.

22 de maio - O 737 MAX realiza seu primeiro voo comercial com a companhia malaia Malindo Air.

29 de outubro - Um 737 MAX da companhia malaia Lion Air cai no mar dez minutos após a decolagem em Jacarta, deixando 189 mortos.

6 de novembro - A Boeing reconhece implicitamente que um sensor poderia estar envolvido no acidente e atualiza suas instruções para as companhias aéreas que enfrentam o mesmo problema. A FAA ordena aos operadores dos 737-8 e 737-9 em todo o mundo a realizarem "imediatamente" a revisão recomendada pela fabricante.

10 de março - Um 737 MAX da Ethiopian Airlines cai seis minutos depois da decolagem, deixando 157 mortos.

11 de março - a China determina manter em solo os 737 MAX, medida seguida pelos reguladores aéreos em todo o mundo.

13 - Após uma resistência inicial, a FAA ordena imobilizar todos os 737 MAX.

4 de abril - A Boeing admite que seu programa MCAS foi em parte responsável pelos acidentes, após um relatório preliminar das autoridades etíopes no qual afirma que os pilotos executaram os procedimentos de emergência recomendados pela empresa.

24 de abril - A Boeing abandona seus objetivos financeiros do ano e suspende os programas de recompra de ações.

24 de julho - A empresa sofre um prejuízo trimestral de quase 3 bilhões de dólares.

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