Publicado 18 de Novembro de 2020 - 15h06

Por AFP

Joe Biden prometeu um "governo que represente os Estados Unidos" e embarcou na composição de uma equipe mista e feminina sem esperar que Donald Trump admitisse a derrota ou ajudasse na transição.

O ex-vice-presidente, que chegará à Casa Branca em 20 de janeiro, já nomeou o veterano democrata Ron Klain como seu chefe de gabinete e vários de seus futuros assessores.

A composição do seu governo será mais complicada. Seus ministros terão de ser confirmados pelo Senado, onde os republicanos manterão a maioria, a menos que os democratas ganhem duas eleições parciais em janeiro.

Enquanto isso, aqui estão os nomes que circulam para a composição do gabinete:

Uma ex-embaixadora da ONU e ex-conselheira de segurança nacional do presidente Barack Obama, Susan Rice pode rapidamente assumir a secretária de Estado.

Carismática, essa afro-americana de 56 anos tem ótimas relações com Joe Biden.

Mas nunca ocupou um cargo eleito e foi atingida pela controvérsia sobre o ataque de 2012 à missão diplomática dos EUA em Benghazi, na Líbia, o que pode complicar sua confirmação.

O senador Chris Coons, amigo próximo do presidente eleito de 57 anos, tem mais consenso. Membro do influente Comitê de Relações Exteriores, ele coopera regularmente com seus colegas republicanos.

Os nomes do senador Chris Murphy, mais próximo da ala esquerda do Partido Democrata, e do diplomata William Burns, número dois no Departamento de Estado de Barack Obama, também aparecem para o cargo.

Lael Brainard, 58 anos, funcionária do Federal Reserve (banco central), parece a mais indicada para se tornar secretária do Tesouro, disseram fontes financeiras próximas a Biden à AFP.

Única democrata entre os governadores desta instituição, ela se destacou por se opor à desregulamentação do setor bancário e por insistir no combate às mudanças climáticas.

Fiel à sua imagem de "unificador", Biden gostaria de nomear um ou dois republicanos para sua equipe, o que dá chances a Meg Whitman, uma líder empresarial que foi candidata republicana a governadora da Califórnia em 2010.

Mellody Hobson, co-presidente de um fundo mútuo, uma das mulheres negras mais influentes de Wall Street, poderia se beneficiar da aspiração dos legisladores afro-americanos de ver uma negra no comando das finanças da América.

Também participam da disputa a ex-presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, e o afro-americano Roger Ferguson, que por muito tempo chefiou um fundo de pensão.

Michele Flournoy, vice-ministra da Defesa no governo Barack Obama, parece ter uma vantagem sobre seus concorrentes.

Com vasta experiência no Pentágono, essa mulher de 59 anos é respeitada além dos democratas e poderia ser facilmente confirmada no Senado.

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