Publicado 17 de Novembro de 2020 - 18h38

Por Estadão Conteúdo

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, reforçou nesta terça-feira que a agenda fiscal do governo será retomada em 2021 e voltou a defender o teto de gastos. "Toda a nossa agenda econômica respeita o teto de gastos. Para nós, o importante não é só o teto, mas também abaixar a relação dívida/PIB. Para isso, temos que manter o teto, acelerar as privatizações e continuar enxugando os bancos públicos", repetiu.

Gastos

Nesta terça, o secretário repetiu a avaliação de que, em cenário de elevada relação dívida/PIB como a brasileira, a elevação do gasto público reduz o crescimento econômico.

"Na situação que o Brasil se encontra hoje, se gastarmos muito o crescimento diminui. Se o governo gastar muito agora, o PIB cai, a inflação aumenta, os juros aumentam, o investimento cai e o desemprego aumenta. A consolidação fiscal está no melhor interesse da população, principalmente dos mais pobres", defendeu ele.

Sachsida listou a propostas de reformas enviadas pelo governo ao Congresso Nacional para argumentar que o lado fiscal da economia estaria corretamente endereçado.

Escrito por:

Estadão Conteúdo