Publicado 17 de Novembro de 2020 - 18h26

Por AFP

Novas trocas de tiros entre o Marrocos e o movimento pró-independência Frente Polisário eclodiram no Saara Ocidental durante a noite de segunda para terça-feira (17), de acordo com o principal porta-voz das Nações Unidas, que não deu, porém, detalhes sobre as vítimas.

A missão de paz no Saara (MINURSO) "continua a receber relatos de disparos durante a noite em vários lugares", disse Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU.

"Continuamos a insistir que as partes tomem todas as medidas necessárias para acalmar as tensões", frisou Dujarric, que também informou que o secretário-geral Antonio Guterres conversou com o rei marroquino Mohammed VI e outras partes envolvidas na questão.

O rei disse em um comunicado que o Marrocos está comprometido com um cessar-fogo, mas está "determinado a reagir, com a maior severidade e em legítima defesa, contra qualquer ameaça à sua segurança".

A situação segue muito tensa no Saara Ocidental após o anúncio na última sexta-feira da quebra do cessar-fogo de 1991 pelos separatistas saarauís, apoiados pela Argélia.

A crise estourou depois que o Marrocos lançou uma operação militar na sexta em uma zona tampão para reabrir uma rodovia importante na passagem da fronteira de Guerguerat entre o território em questão e a Mauritânia, não reconhecida pela Polisário.

O governo acusou a Frente Polisário de bloquear a rodovia, chave para o comércio com o resto da África.

Em sua nota diária publicada na terça-feira à noite, o Ministério da Defesa saarauí afirmou que os "combatentes (da Polisário) continuam seus ataques contra os refúgios do inimigo" desde a manhã do mesmo dia.

O movimento de independência afirmou ter causado "perdas humanas e materiais", sem dar maiores informações.

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