Publicado 16 de Novembro de 2020 - 19h35

Por AFP

A possibilidade de aprovação das primeiras vacinas contra a covid-19 até o fim do ano aumentaram: depois da Pfizer/BioNTech na semana passada, a empresa de biotecnologia americana Moderna anunciou, nesta segunda-feira (16), que sua vacina tem 94,5% de eficácia.

As duas vacinas poderiam receber autorização da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) na primeira quinzena de dezembro, segundo Moncef Slaoui, cientista responsável pela operação Warp Speed, com a qual o presidente Donald Trump planeja vacinar toda a população.

Em um primeiro momento, isso permitiria que 20 milhões de americanos fossem vacinados a partir da segunda quinzena de dezembro, principalmente os mais vulneráveis à doença e idosos, e outras 25 milhões a cada mês a partir de janeiro, informou o Slaoui à emissora MSNBC.

Também se espera que a vacina de dose única da Johnson & Johnson mostre resultados na segunda quinzena de janeiro, abrindo caminho para uma aprovação na segunda quinzena de fevereiro.

Por último, estima-se que possa ser autorizada uma quarta vacina em fase avançada de testes, a da AstraZeneca/Oxford.

No total, os Estados Unidos acreditam que, com múltiplas vacinas, até o início de abril haverá doses suficientes para toda a população.

Quanto à Europa, as autoridades estimam que será possível iniciar a vacinação em janeiro, algo que está sujeito à autorização.

Dos dois lados do Atlântico, provavelmente será necessário esperar até o verão de 2021 para que tudo volte ao normal, com uma alta proporção da população vacinada.

O resultado da Moderna significa que o risco de contrair a covid-19 foi reduzido em 94,5% no grupo vacinado, na comparação com o grupo placebo de seu grande teste clínico em curso nos Estados Unidos, de acordo com a análise dos primeiros casos.

Nos testes, 90 participantes do grupo placebo contraíram covid-19, contra cinco do grupo vacinado.

Ainda não foi divulgado quanto tempo dura a imunidade oferecida pela vacina, algo que será conhecido apenas com o tempo.

Mas, se este nível de eficiência for mantido entre a população em geral, esta seria uma das vacinas mais eficazes que existem, comparável a da rubéola, que tem eficiência de 97% quando são aplicadas duas doses, e muito acima que as vacinas contra a gripe (que oscilaram na última década entre 19% e 60%), de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

A vacina da Pfizer teria uma eficiência de 90% e a da vacina russa Sputnik V chegaria a 92%, segundo os resultados preliminares comunicados na semana passada.

"É um momento crucial no desenvolvimento da nossa candidata a vacina contra a covid-19", afirmou o CEO da Moderna, Stéphane Bancel.

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