Publicado 08 de Outubro de 2020 - 12h17

Por Carlos Rodrigues

Ricardo Catalá cai com aproveitamento de apenas 33% e com o time no Z4

Cedoc/RAC

Ricardo Catalá cai com aproveitamento de apenas 33% e com o time no Z4

A derrota por 2 a 0 no Dérbi colocou um ponto final na trajetória de Ricardo Catalá no comando do Guarani. O treinador foi comunicado da demissão ontem pela manhã após reunião entre os membros do Conselho de Administração. A falta de reação do time, aliado ao resultado do jogo contra a Ponte Preta, foram determinantes para provocar a mudança. Além do técnico, também foram desligados o auxiliar Fabiano Eller e o preparador físico Rafael Tamarindo. Agora, o clube trabalha para anunciar um substituto antes do jogo contra o CRB, no sábado.

Escolhido para ocupar a vaga de Thiago Carpini, Catalá chegou referendado pelo trabalho que fez no Mirassol, quando levou o time às semifinais do Campeonato Paulista e ainda foi eleito o melhor treinador do torneio ao lado de Vanderlei Luxemburgo. No Guarani, a primeira impressão foi positiva com a vitória por 2 a 1 sobre o Operário, fora de casa. O problema é que aquele foi o único triunfo do comandante à frente do time. Em sete partidas, também teve quatro empates e duas derrotas, com aproveitamento de 33%. O desempenho foi incapaz de tirar o Guarani da zona de rebaixamento — o Bugre ocupa a vice-lanterna. Além disso, foram constantes as críticas à falta de evolução da equipe, que apresentou raríssimos lampejos de bom futebol durante esse período.

Apesar das cobranças da torcida, internamente o trabalho ainda era defendido sob o argumento de que o time vinha apresentando evolução defensiva e poderia crescer ofensivamente.

O Dérbi foi colocado como chance de afirmação, mas o tropeço com atuação ruim, dois gols sofridos na bola aérea — principal defeito do time — e decisões como a saída de Murilo Rangel no intervalo tornaram insustentáveis a permanência. "Deixo meu agradecimento à direção, torcida, aos jogadores e a todos que fizeram parte do meu dia a dia nesses quase 40 dias de convivência. Sinto pelos resultados que não vieram, mas espero que o clube alcance os seus objetivos", diz a nota divulgada pela assessoria do treinador.

Em busca de um novo comandante, os dirigentes bugrinos tentam achar um nome de consenso. Uma ala dentro do clube defende a vinda de um treinador que também seja da nova geração, mantendo as características dos últimos trabalhos. Mas há quem considere essa uma opção arriscada e prefira um nome com mais experiência, sobretudo em Série B. Existe pressa pela definição para que o novo profissional já possa trabalhar o time para o compromisso do final de semana.

Escrito por:

Carlos Rodrigues