Publicado 07 de Outubro de 2020 - 9h03

Por Das Agências

Eduardo Bolsonaro é investigado no inquérito sobre atos antidemocráticos

Reprodução/Redes Sociais

Eduardo Bolsonaro é investigado no inquérito sobre atos antidemocráticos

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) afirmou à Polícia Federal ter comprovação de que o também deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) está ligado a um esquema de ataques virtuais contra opositores do presidente Jair Bolsonaro e familiares.

Os dados mostrados por Frota ligariam Eduardo Bolsonaro pessoalmente ao esquema de ataques virtuais contra opositores da família.

No depoimento prestado em 29 de setembro, Frota apresentou vários IPs de computadores de Brasília e do Rio de Janeiro usados na disseminação de fake news na internet.

Segundo ele, os IPs estão ligados a um e-mail de Eduardo Bolsonaro, filho 02 do presidente, declarado como seu endereço eletrônico oficial no registro de candidatura de 2018. Frota afirmou que alguns dos IPs são de computadores que foram localizados em imóveis do Rio e de Brasília ligados a Eduardo.

As informações teriam sido obtidas na CPMI das Fake News, ainda em andamento no Congresso. Eduardo Bolsonaro não se manifestou sobre o caso.

A CPMI das Fake News foi aberta no dia 4 de setembro do ano passado para apurar "ataques cibernéticos que atentem contra a democracia e o debate público".

Eduardo Bolsonaro tentou impedir na Justiça a prorrogação da CPMI, mas não teve sucesso. O governo também tentou impedir a instalação, mas falhou, e ainda viu a presidência e a relatoria ficarem a cargo de dois oposicionistas: Ângelo Coronel (PSD-BA) e Lídice de Mata (PSB-BA), respectivamente.

A Polícia Federal colheu o depoimento de Alexandre Frota no inquérito que apura atos antidemocráticos. A investigação está sob os cuidados de Alexandre de Moraes.

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