Publicado 06 de Outubro de 2020 - 9h16

Por France Press

Trump saiu do hospital andando e foi de helicóptero para Casa Branca

Saul Loeb/AFP

Trump saiu do hospital andando e foi de helicóptero para Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deixou caminhando o hospital na noite de ontem para continuar seu tratamento contra a Covid-19 na Casa Branca, pode ainda não estar "completamente fora de perigo", disse seu médico.

"Embora ele possa não estar ainda completamente fora de perigo, a equipe e eu concordamos que todas as nossas avaliações e, mais importante, seu estado clínico, apoiam o retorno seguro do presidente para casa, onde ele estará cercado por atendimento médico de classe mundial 24 horas por dia, sete dias por semana", disse o médico da Casa Branca, Sean Conley, a repórteres.

Trump, de 74 anos, esteve internado no centro médico militar Walter Reed, nos arredores de Washington, desde sexta-feira, horas depois de anunciar que havia testado positivo para o novo coronavírus.

Conley disse que nas últimas 24 horas Trump continuou melhorando e cumpria as condições para ter alta, mas destacou que a próxima semana será chave para dar um "último suspiro de alívio".

"Todos estamos sendo cautelosamente otimistas e vigilantes porque nos encontramos em um território desconhecido quando se trata de um paciente que recebeu os tratamentos tão cedo" no curso da doença, disse.

Trump recebeu na sexta-feira na Casa Branca uma forte dose (8 gramas) de um tratamento experimental da empresa de biotecnologia Regeneron. 

Também é submetido a um tratamento com o antiviral remdesivir, o primeiro a receber uma autorização de emergência contra o novo coronavírus.

Além disso, desde o sábado Trump está recebendo dexametasona, um corticoide para doenças graves e pacientes hospitalizados com a Covid que provou reduzir a mortalidade. Esse remédio da família dos esteroides combate inflamações que podem comprometer seriamente os pulmões e outros órgãos vitais.

Trump toma também zinco, vitamina D, famotidina (que pode ser usada contra o refluxo), melatonina (generalmente receitada contra a insônia) e uma aspirina diária, segundo nota de Conley na sexta-feira.

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