Publicado 08 de Outubro de 2020 - 8h27

Por Da Agência Anhanguera

O grupo concluiu um investimento de R$ 1 milhão na instalação de um sistema capaz de gerar 192 KW, que são suficientes para abastecer totalmente as três unidades

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O grupo concluiu um investimento de R$ 1 milhão na instalação de um sistema capaz de gerar 192 KW, que são suficientes para abastecer totalmente as três unidades

Instalado dentro de um terreno de 360 mil metros quadrados localizado em uma Área de Proteção Ambiental (APA) no Distrito de Joaquim Egídio, em Campinas, o Restaurante Vila Paraíso iniciou há cinco anos um plano de tornar-se um empreendimento sustentável e focado na preservação do meio ambiente.

Dentro desse projeto de longo prazo, que inclui as padocas do Vila na própria área e na Lagoa do Taquaral, a administração do grupo acaba de concluir um investimento de R$ 1 milhão na instalação de uma usina de energia solar com capacidade de geração de 192 KW, energia suficiente para abastecer 100% o restaurante e as duas unidades. A sobra de energia, estimada em torno de 20%, será distribuída pela rede de concessão.

A usina, que acaba de entrar em funcionamento, ocupa uma área de cerca de 2 mil metros quadrados, onde foram instaladas 480 placas de painéis solares. Metade dessa capacidade já está em operação, abastecendo 100% o restaurante. A outra metade, destinada à geração de energia para as padocas e parte para a rede elétrica, deve começar a operar até o final de outubro, com a finalização da parte técnica pela concessionária de energia.

Os estudos de viabilidade para instalação da usina, que torna o Restaurante Vila Paraíso e as padocas pioneiros do setor gastronômico 100% sustentável no Brasil, começaram em 2014, mas acabaram sendo postergados. Eles foram retomados no final de 2019 e acelerados com a pandemia.

“Compramos os equipamentos no inicio do ano. Com a chegada da pandemia, que fechou nossas operações do restaurante e padocas por 140 dias, e sem entrada de caixa, ficamos no dilema se continuávamos tocando ou adiávamos o projeto, mas decidimos seguir em frente”, conta Ricardo Barreira, um dos sócios dos empreendimentos familiar e chef do restaurante.

Com a geração da própria energia, o restaurante deixará de desembolsar cerca de R$ 12 mil mensais em energia. Já as duas padocas, juntas, terão uma economia mensal de cerca de R$ 5 mil. “Com essa economia, nossa previsão é de que o investimento se pague em quatro anos”, estima Ricardo.

Motivações

A economia é um fator importante para as empresas. Mas não é a única que vem motivando este projeto de autossustentabilidade. “Temos como propósito um consumo consciente, com foco na sustentabilidade e preservação do meio ambiente, seguindo a linha que construímos ao longo desses 20 anos de existência do restaurante e posteriormente com a chegada da Padoca do Vila”, acrescenta a gerente de marketing, Fernanda Barreira.

Em paralelo ao investimento na usina solar, os proprietários já vinham realizando um trabalho com ações de sustentabilidade. Isso incluiu a implantação de horta para abastecer parte dos três negócios, projeto de compostagem de materiais in natura, reciclagem da maioria dos materiais descartáveis, destinação de sobra de comida que iria para o lixo e desenvolvimento da cadeia de pequenos e médios fornecedores, com o propósito de levar à mesa dos clientes produtos de melhor qualidade.

Com a recém implantada compostagem, 100% de alimentos in natura descartados, equivalente a 360 litros semanais, passou a ser tratado juntamente com material seco, como folhas, para virar adubo orgânico, utilizado na horta de 5 mil m2. Neste espaço são produzidos cerca de 100 quilos de hortaliças, legumes e verduras consumidas nas três casas.

O terceiro pilar do projeto de um empreendimento 100% sustentável no futuro é a reciclagem. Atualmente, cerca de duas toneladas de plástico, papelão, alumínio e outros lixos são separados e doados, gerando uma renda extra para as pessoas que trabalham com coleta e reciclagem. “Além de ajudar quem precisa, deixamos de poluir o meio ambiente, com uma redução de 60% desde que iniciamos este processo”, conta Ricardo.

No caso de carnes, alimentos gordurosos e molho branco, esses produtos são doados para um produtor de porcos da região.

A Gerente de Marketing do grupo ressalta que um dos pilares do grupo Vila Paraíso é o forte compromisso com a sustentabilidade em toda a sua cadeia. “O restaurante e as padocas vêm utilizando cada vez mais boas práticas de sustentabilidade, estreitando o caminho entre o produtor e o cliente final, entregando um produto de maior qualidade e fomentando os pequenos produtores e comerciantes”, completa.

Onde a vida segue com suavidade

Os donos já mantinham um trabalho sustentável, como horta para abastecer parte dos negócios

Inaugurado há 19 anos, o Restaurante Vila Paraíso fica em Joaquim Egídio, bucólico Distrito campineiro onde a vida segue de forma mais suave.

Localizado em uma área de 300 mil m2, cercada por mata nativa da Área de Proteção Ambiental (APA), o espaço proporciona aos visitantes uma sensação única, em um ambiente bucólico e aconchegante, para encontros informais entre amigos e família. Durante o dia, o estabelecimento oferece um amplo espaço de lazer para as crianças e durante a noite, se transforma em um ambiente romântico e aconchegante, sempre ao som de música ao vivo de qualidade.

O paulistano Ricardo Barreira comanda a cozinha, prezando por produtos frescos e artesanais.

A casa possui sua própria padaria— duas, na verdade: uma no próprio distrito e outra no bairro Taquaral. Segundo o proprietário e funcionários, quem aprecia o contato com a natureza exuberante, experiências gastronômicas, novas sensações no paladar e informalidade, vai sentir-se em casa.

Para completar a tranquilidade nas refeições, o estabelecimento oferece um amplo estacionamento, com serviço de manobristas, sem custos adicionais.

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Da Agência Anhanguera