Publicado 07 de Outubro de 2020 - 15h55

Por Maria Teresa Costa

O indicador de mortalidade infantil, que mede o número de mortes de crianças até um ano de idade para cada mil nascidos vivos, ficou abaixo da meta do governo, que era de até 10%

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O indicador de mortalidade infantil, que mede o número de mortes de crianças até um ano de idade para cada mil nascidos vivos, ficou abaixo da meta do governo, que era de até 10%

Campinas fechou os primeiros oito meses do ano com uma taxa de mortalidade infantil de 7,57%, abaixo da registrada no mesmo período do ano passado, que ficou em 8,41%. Em 2019, a cidade fechou o ano com uma taxa de 7,54, queda de 17,1% na comparação com 2018 e só não foi menor porque pesou no indicador as chamadas mortes neonatais, que ocorrem nos primeiros 28 dias de vida.

Neste ano ocorreram duas mortes maternas, sendo que uma delas está em investigação – a taxa é de 21,3 para cada mil nascidos vivos. Neste ano, por causa da pandemia, foram reservados quatro leitos para gestantes com Covid-19. “Não tivemos nenhuma morte de grávidas pelo novo coronavírus”, afirmou o secretario de Saúde, Carmino de Souza;

O indicador de mortalidade infantil, que mede o número de mortes de crianças até um ano de idade para cada mil nascidos vivos, ficou abaixo da meta do governo, que era de até 10%. O resultado do segundo quadrimestre foi divulgado hoje pelo prefeito Jonas Donizette (PSB).

Segundo Carmino, a queda na mortalidade infantil em Campinas é resultado do trabalho de pré-natal na rede básica de saúde e a estrutura de maternidades, com UTIs neonatais.

A mortalidade infantil é um dos melhores indicadores de saúde, porque mede a qualidade da atenção primária (pré-natal), da atenção secundária (cuidados no parto) e também a atenção terciária, com as unidades de terapia intensiva. “Se não tivermos UTIs de boa qualidade, não conseguimos baixar a taxa para um dígito”, disse.

Para a Organização Mundial da Saúde, a taxa de mortalidade infantil é um dos principais indicadores das ações na área da saúde pública. Por meio dela, é possível refletir e avaliar não apenas a saúde infantil, mas as condições de vida de uma população. O comportamento da mortalidade infantil é estreitamente relacionado ao acesso e à qualidade de vida dos serviços de saúde e de saneamento básico, assim como a fatores ambientais e socioeconômicos.

Além disso, este índice é muito utilizado para comparações nacionais e internacionais e ainda para subsidiar processos de planejamento, gestão e avaliação de políticas e ações na área da saúde, voltadas principalmente para a atenção pré-natal e ao parto, bem como para as crianças nos primeiros meses de vida.

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Maria Teresa Costa