Publicado 06 de Outubro de 2020 - 20h16

Por Maria Teresa Costa/AAN

Prefeitura convoca 46 profissionais para Saúde

Cedoc/RAC

Prefeitura convoca 46 profissionais para Saúde

Cinco candidatos a vice-prefeito de Campinas correm risco de não concorrer nas eleições de novembro porque estão sendo alvo de ações de impugnação dos registros na candidatura por não terem comprovado filiação partidária, deixado de apresentar certidão criminal e não ter se desincompatibilizado dentro do prazo, entre outros motivos.

Adalberto Maluf (PV), vice na chapa encabeçada por Rogério Menezes, segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), não comprovou filiação partidária, demonstrando não atender a todas as condições de elegibilidade exigidas. O candidato informou que desconhecia ação, mas que se filiou ao PV dentro do prazo. Segundo ele, o sistema Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que foi filiado em 3 de abril, dentro do prazo.

Surya Guimaraens, vice de Hélio de Oliveira Santos (PDT), teve pedido de impugnação do registro da candidatura pelo MPE, porque não apresentou certidão criminal expedida pela Justiça Federal de primeiro e segundo graus e pela Justiça Eleitoral. “Ela não provou que esta no pleno exercício de seus direitos políticos”, escreveu a promotora Simone Rodrigues Horta Gomes. O PDT informou que vai averiguar o que ocorreu e se existir algum problema será providenciada a correção.

Já a candidata à vice de André Von Zuben (Cidadania), Valeria Monteiro (Rede) é alvo de ação do MPE porque não comprovou filiação partidária. Ela disse que não tem procedência, porque é filiada à rede e é a primeira porta-voz (presidente) comissão municipal provisória da legenda na cidade. “Houve um engano no registro do Candex, que não registrou a coligação, mas estamos respondendo a isso”, afirmou.

Uma filiada do PTB pediu a impugnação do registro da candidatura de Marco Aurélio Sotto, vice de Delegada Teresinha, porque a escolha de seu nome na chapa majoritária ocorreu fora do prazo. Sotto também é alvo de outra ação, impetrada pelo vereador Tenente Santini, que sustenta que ele não estaria filiado a qualquer partido. Para o advogado do partido, Henrique Casarotto, o pedido de impugnação é um grave equívoco, porque, “em obediência à decisão judicial, e em consonância com o parecer do Ministério Público, foi reconhecida a filiação do Coronel Sotto, integrante do partido desde março de 2020, o que torna possível e totalmente legal a sua candidatura”.

Há dois pedidos de impugnação contra o registro da candidatura de Capitão Pereira (PSD), vice na chapa encabeçada por Artur Orsi. As ações foram impetradas pelo presidente do PMN e candidato a prefeito, Ahmed Tarique: em uma, afirma que o candidato usou farda em uma foto o que, segundo o partido, é um adorno vetado pela legislação eleitoral. Em outra, afirma que ele não se desincompatibilizou do cargo de servidor público dentro do prazo, que é de quatro meses antes da eleição. O PSD informou, em nota, que suposta irregularidade cometida pelo candidato a vice-prefeito Capitão Pereira, do PSD, não é passível de impugnação de candidatura. “A assessoria jurídica do partido avalia entrar com queixa criminal contra o autor da ação, por litigância de má-fé”, afirma.

Além dos vices, quatro candidatos a prefeito sofreram ações de impugnação dos registros das candidaturas: Artur Orsi (PSD), Dario Saadi (Republicanos), Delegada Teresinha (PTB) e Hélio de Oliveira Santos (PDT).

O prazo para qualquer candidato, partido político ou coligação impugnar os pedidos de registro, terminou no domingo. Todos os pedidos de registro de candidatos, inclusive os impugnados e os respectivos recursos, devem estar julgados pelas instâncias ordinárias, e publicadas as decisões a eles relativas até 20 dias antes da eleição, portanto até o dia 26.

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Maria Teresa Costa/AAN