Publicado 05 de Outubro de 2020 - 20h06

Por Da Agência Anhanguera

A Indústria de Transformação foi o terceiro setor que mais criou empregos

Miguel Angelo/CNI

A Indústria de Transformação foi o terceiro setor que mais criou empregos

Depois do forte impacto provocado pela pandemia do coronavírus, o emprego na Região Metropolitana de Campinas (RMC), parece dar sinais de recuperação. Pelo segundo mês consecutivo, o saldo de empregos na região foi positivo, segundo balanço divulgado ontem pelo Observatório PUC-Campinas.

De acordo com estudo da economista Eliane Rosandiski realizado a partir dos dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, quase todos os municípios que compõem a RMC apresentaram saldos positivos expressivos na criação de vagas de trabalho no mês de agosto. No total chegou-se a 6.211 novas vagas. Campinas foi o principal destaque. Após cinco meses de déficit, gerou 1.838 novos postos. Outros destaques foram Paulínia (778), Nova Odessa (479), Indaiatuba (446), Hortolândia (354) e Sumaré (347).

No acumulado do ano, 25,9 mil postos de trabalho foram perdidos como consequência da pandemia.

Dos setores de atividade, aquele que mais ofertou oportunidades foi o segmento de serviços de informação e comunicação; e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas. Foram 2.573 postos de trabalhos criados no período. A Indústria de Transformação, essencial à dinâmica e sustentabilidade dos empregos, gerou saldo positivo de 1.992 vagas. Seguindo numa trajetória de recuperação, o Comércio permitiu a entrada de 1.481 pessoas no mercado formal da região. Por outro lado, as atividades de alojamento e alimentação continuam perdendo vagas com intensidade na RMC.

De acordo com o estudo, os ajustes no mercado de trabalho regional favoreceram, no mês de agosto, os grupos formados por profissionais com Ensino Médio (83% das vagas criadas) e pertencentes à faixa etária de 18 a 24 anos (53% dos postos). Trabalhadores de 50 a 64 tiveram seus espaços diminuídos em 527 postos. Por gênero, apenas 1/3 dos cargos foi preenchido por mulheres.

Para Eliane Rosandiski, os dados de agosto sinalizam a continuidade da recuperação do emprego depois de um intenso ajuste no primeiro semestre, sobretudo em razão da flexibilização das atividades.

“A retomada das contratações na Indústria, que conduz a dinâmica econômica, indica esforço para organizar os estoques para o fim do ano e mostra efeitos positivos dos programas protetivos do governo federal (Auxílio Emergencial e Benefício Emergencial), que asseguram, até o momento, uma demanda mínima”, avalia a professora.

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