Publicado 08 de Outubro de 2020 - 21h43

Por AFP

Funcionários responsáveis por proteger a fauna americana anunciaram nesta quinta-feira a retirada de uma proposta para proteger os glutões, após constatarem que estes predadores raros que vivem na neve não estão tão ameaçados pelas mudanças climáticas quanto se pensava.

Grupos conservacionistas condenaram a medida, alegando que a mesma é resultado da negação do governo Donald Trump em relação à ciência e às mudanças climáticas, e que são necessárias medidas adicionais para proteger os mais de 300 glutões que restam nos Estados Unidos.

A agência americana de proteção da vida silvestre (FWS, sigla em inglês) informou que sua decisão "reflete o melhor e mais atualizado da ciência, incluindo nossa melhor compreensão da biologia e do comportamento das espécies, bem como avanços nos modelos do clima e da neve".

"No tempo transcorrido desde a nossa proposta original (em 2013), a ciência sobre o glutão avançou muito, graças ao trabalho das agências estaduais de vida silvestre e de pesquisadores nos Estados Unidos e em todo o mundo", assinalou Noreen Walsh, funcionária da FWS.

A agência explicou hoje que, entre 2016 e 2017, analisou 86 registros fotográficos dos animais capturados por câmeras instaladas em armadilhas e 157 amostras de pelo, e determinou que a espécie não é tão rara quanto se pensava, apesar de não poder fazer uma estimativa do tamanho real da população de glutões.

Timothy Preso, advogado da organização Earthjustice, que integra uma coalizão que pretende processar o governo, criticou: "Não sabem se se trataram de vários indivíduos ou apenas um indivíduo atravessando uma zona. O que sabemos é que as mudanças climáticas estão derretendo o habitat dos glutões."

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