Publicado 08 de Outubro de 2020 - 21h03

Por AFP

Quase trinta anos depois da dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e apesar da reafirmação da potência russa, esta gigantesca região continua marcada por instabilidade, guerras e revoltas.

Segue uma revisão das crises atuais:

Alexander Lukashenko, presidente de Belarus desde 1994, estabeleceu um sistema autoritário inspirado amplamente no sistema soviético.

Sua reeleição, anunciada após as eleições presidenciais de 9 de agosto de 2020, desencadeia protestos inéditos. Todos os domingos, dezenas de milhares de bielorrussos se manifestam para exigir a saída de Lukashenko e denunciar a repressão policial.

A maioria dos líderes da oposição foi presa ou forçada a se exilar, e milhares de manifestantes foram detidos.

Para a Rússia, o governo de Lukashenko é um aliado essencial, mas nem sempre dócil, em sua fronteira ocidental, aonde a Otan e a UE, seus rivais estratégicos, se estenderam desde 1991 - uma ameaça inaceitável, segundo o presidente Vladimir Putin.

Anexado ao Azerbaijão por Stalin, Nagorno Karabach é um território majoritariamente povoado por armênios.

Uma guerra estoura entre azerbaijanos e armênios com a queda da URSS, deixando 30.000 mortos. Um cessar-fogo em 1994 consagra a criação de fato de uma república autoproclamada sob controle armênio.

A Rússia mantém boas relações com Yerevan e Baku, mas nunca pôde impor uma paz duradoura, e alguns suspeitam que Moscou, que arma os dois lados, mantém as tensões para melhorar sua influência.

Desde que as hostilidades foram retomadas em 27 de setembro, o Azerbaijão, superado pelos fracassos de décadas de mediação internacional e com o apoio turco, diz ter optado pela reconquista.

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