Publicado 08 de Outubro de 2020 - 19h44

Por AFP

Sob os efeitos de fortes medidas de combate à pandemia de covid-19, que atingiu vários jogadores e com clubes resistentes a ceder seus craques para evitar quarentenas extensas, as seleções sul-americanas começam nesta quinta-feira (8) um longo caminho nas Eliminatórias em busca de uma vaga na Copa do Mundo de 2022.

Lionel Messi, seis vezes vencedor do prêmio Bola de Ouro, concedido ao melhor jogador do mundo na temporada, agora sorri onde costumava ter problemas.

O Barcelona não é mais o seu time dos sonhos, enquanto a seleção argentina, seu pesadelo anterior, é agora o lugar onde ele aparentemente quer estar.

Não é pouca coisa para esta equipe, que desde que o inexperiente Lionel Scaloni assumiu o cargo de técnico parece estar encontrando o caminho para tentar enterrar uma sequência negativa de 27 anos sem conquistar títulos.

A caminho de sua quinta Copa do Mundo, Messi, de 33 anos, tem uma obsessão, mas lhe resta pouco tempo: conquistar um título relevante com a Argentina, após quatro finais perdidas (Copa América 2007, 2015 e 2016 e Copa do Mundo 2014).

A seleção argentina inicia seu caminho em busca de uma vaga no Mundial do Catar nesta quinta-feira em um estádio La Bombonera sem público diante de um Equador que é sempre um mistério, embora seu novo técnico, o argentino Gustavo Alfaro, conheça bem o rival.

"Vamos buscar o jogo, vamos jogar da forma que temos feito. Vamos tomar cuidado para impedir os avanços do adversário e vamos jogar conforme as condições que encontrarmos no momento", declarou Scaloni.

O treinador do Equador acrescentou que a Argentina "joga sempre da mesma forma, seja quem for a equipe que estiver à sua frente".

Para este encontro, os donos da casa deixam de lado figuras históricas como Angel Di María (PSG) e Gonzalo Higuaín (Inter Miami) e optam por estrelas emergentes que se destacam na Europa, como Lautaro Martínez (Inter de Milão), Lucas Ocampos (Sevilla) e Paulo Dybala (Juventus), considerados até pouco tempo como suplentes.

Já se tornando um clássico regional após protagonizar jogos de alta tensão nos últimos anos, o Uruguai recebe o Chile no Estádio Centenário, em Montevidéu, com realidades diferentes.

Os uruguaios iniciaram um processo de renovação com o surgimento de jovens de alto nível que se destacam em clubes poderosos na Europa, como os meias Rodrigo Bentancur (Juventus) e Federico Valverde (Real Madrid).

"Não vamos esconder que temos desfalques de jogadores que são referências ... mas temos muitos novos companheiros que vêm com o frescor, a vontade e o entusiasmo de fazer bem as coisas", afirmou o capitão Diego Godín à imprensa na quarta-feira.

É essa nova geração que é colocada à prova para assumir o posto que será deixado em breve por Suárez, agora no Atlético de Madrid após uma saída traumática do Barcelona, assim como Edinson Cavani (Manchester United), ambos com 33 anos, e Godín (34), agora no Cagliari após uma temporada no Inter de Milão.

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