Publicado 08 de Outubro de 2020 - 13h59

Por AFP

Homens, mulheres e até crianças, uma vez atingida a maioridade: a pena de morte no Irã não perdoa ninguém - aponta um relatório da Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH).

Mais de 190 pessoas foram executadas no Irã nos primeiros nove meses de 2020, informou a FIDH, com sede em Paris, nesta quinta-feira (8).

Segundo no ranking internacional de países que praticam a pena de morte, depois da China, o Irã executou pelo menos 251 pessoas em 2019, conforme dados extraoficiais coletados pela ONG.

"A grande maioria dos crimes castigados com a pena de morte no Irã não entra na definição de "crimes mais graves" estabelecida pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP)", destaca o relatório elaborado com a Liga para a Defesa dos Direitos Humanos no Irã, a LDDHI.

O relatório lista vários casos, nos últimos anos, de pessoas executadas por serem homossexuais, por consumo de álcool, ou por adultério.

Além disso, "o Irã ocupa o primeiro lugar no que diz respeito às execuções de crianças", acrescenta o documento, destacando que foram registradas ao menos 67 entre setembro de 2009 e setembro de 2019.

"A pena capital costuma ser aplicada aos menores, mas se espera até que cumpram 18 anos antes de serem executados", explica o relatório.

O texto cita o exemplo de Arsalan Yassini, um homem de 30 anos executado em 17 de agosto na cidade ocidental de Ourmia. Ele estava preso desde seus 17 anos por matar os avós.

De acordo com a FIDH, 90 menores foram condenados à pena de morte em 2019. A maioria costuma ser sentenciada à forca.

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