Publicado 08 de Outubro de 2020 - 6h13

Por AFP

O furacão Delta recuperou força na madrugada desta quinta-feira ao subir para a categoria 2 na escala Saffir-Simpson (até 5), enquanto se aproxima dos Estados Unidos, depois de afetar a península de Yucatán, no leste do México.

O Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos, informou às 6H00 GMT (3H00 de Brasília) que o fenômeno estava a 780 quilômetros de Louisiana, com ventos máximos de 150 km/h e deslocamento a 28km/h sobre o Golfo do México.

Delta deve ganhar força e virar um furacão "maior" na quinta-feira à noite ou madrugada de sexta-feira, segundo o NHC.

Um furacão é considerado maior a partir da categoria 3. Os estados americanos da Louisiana, Mississippi e Alabama estavam em alerta.

Delta, que chegou à categoria 4, tocou o solo como furacão de categoria 2 na quarta-feira em Puerto Morelos, perto de Cancún, e retornou à tarde ao mar enfraquecido e como categoria 1.

Em sua passagem pelo estado mexicano de Quintana Roo, onde se localiza Cancún, provocou chuvas, ruas inundadas, cortes de energia elétrica e derrubou árvores, mas sem vítimas.

Militares e funcionários da Defesa Civil recolheram troncos de árvores e outros destroços. A população ajudava a desbloquear vias. No total, foram mobilizados 6,5 mil militares em Yucatán e Quintana Roo para auxiliar as comunidades afetadas. Além destas regiões, as chuvas se estendiam aos estados vizinhos de Campeche e Tabasco, segundo autoridades.

Cerca de 41.000 turistas foram retirados de seus hotéis na terça-feira e levados para refúgios nos balneários de Cancún, Puerto Morelos e Isla Mujeres, segundo Roberto Cintrón, presidente da associação hoteleira local. Destes, 85% são mexicanos e o restante estrangeiros, principalmente americanos.

"Estávamos com 35% de nossa capacidade. Para prevenir o contágio da covid-19, nos refúgios foram tomadas as mesmas medidas que nos hotéis, como uso de álcool em gel e máscaras", acrescentou Cintrón.

Em Cancún, principal destino turístico do México, mais de 160 albergues foram habilitados.

"Foi horrível, sentia que, a qualquer momento, uma janela seria arrancada", contou à AFP a turista Patricia Escamilla, 54, em um abrigo.

Durante boa parte da quarta-feira, as ruas de Cancún ficaram desertas. Algumas lojas reabriram, após permanecerem fechadas desde a tarde de terça-feira.

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