Publicado 07 de Outubro de 2020 - 11h14

Por AFP

Os organizadores japoneses dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, adiados para 2021 devido ao coronavírus, anunciaram nesta quarta-feira (7) que tentarão cortar 30 bilhões de ienes (US$ 284 milhões) no orçamento de gastos, por meio de medidas de "simplificação" e de "otimização" já estabelecidas.

Essa economia será feita, em parte, graças à redução nos custos de equipe e decoração, declarou o comitê organizador em um comunicado.

O custo final do evento, oficialmente orçado antes da pandemia em cerca de US$ 13 bilhões para a parte japonesa, permanece uma incógnita, já que os gastos suplementares causados pelo adiamento não foram divulgados ainda.

"Tóquio-2020 pensa que este trabalho ajudará a criar um modelo para os futuros eventos mundiais, incluindo os próximos Jogos, no contexto da nova normalidade que vivemos agora", afirma o comunicado.

Os organizadores declararam que vão apresentar um orçamento atualizado, levando em consideração os custos suplementares e o preço das medidas relacionadas à covid-19, antes do fim do ano.

Em 25 de setembro, foram anunciados planos para organizar Jogos menos ambiciosos em Tóquio, com uma redução do número de entradas gratuitas, menos convidados oficiais, anulação de algumas cerimônias e economia na decoração, nos mascotes e nos fogos de artifício.

Os Jogos de 2020 foram adiados no início deste ano, quando o novo coronavírus se espalhou pelo mundo. Sua inauguração está agora prevista para 23 de julho de 2021.

A pandemia persistente levanta dúvidas, porém, sobre a realização de um evento que deve reunir 11.000 atletas de todo mundo.

Já os organizadores japoneses e o Comitê Olímpico Internacional (COI) se mostram mais confiantes, há algumas semanas, animados com o retorno de outras competições internacionais esportivas de alto nível.

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