Publicado 07 de Outubro de 2020 - 10h03

Por AFP

Dois dos três réus julgados pelo ataque ao shopping center Westgate de Nairóbi em setembro de 2013 foram considerados culpados nesta quarta-feira de conspiração para cometer e "apoiar" um ataque terrorista que deixou um número oficial de 67 mortos, segundo um jornalista da AFP presente na audiência.

Ao final de um longo e tortuoso processo iniciado em janeiro de 2014, o juiz Francis Andayi considerou que Mohamed Ahmed Abdi e Hassan Hussein Mustafa haviam "conspirado" e apoiado os quatro membros do comando, que morreram neste ataque reivindicado pelos islamitas radicais somalis Shebab, filiados à Al-Qaeda.

O terceiro acusado, Liban Abdullahi Omar, foi absolvido de todas as acusações e imediatamente autorizado a abandonar o tribunal. Não ficou claro se o juiz informaria as sentenças imediatamente ou em uma audiência posterior.

Mohamed Ahmed Abdi e Hassan Hussein Mustafa "estiveram em constante comunicação com os agressores, conforme comprovado pela acusação", estimou o juiz, observando que "embora não haja provas formais de que (eles) deram apoio material aos agressores (...) suas comunicações com eles mostram que eles apoiaram sua organização".

No sábado, 21 de setembro de 2013, no meio do dia, um comando de quatro homens invadiu o Westgate, lançou granadas e disparou indiscriminadamente contra os comerciantes e clientes deste luxuoso centro comercial na capital queniana, antes de se entrincheirar.

Começou uma caçada humana de quatro dias, transmitida ao vivo pela televisão, durante a qual as forças de segurança lançaram uma série de assaltos para expulsar os agressores.

O ataque foi reivindicado pelos Shebabs somalis, em retaliação à intervenção militar queniana realizada contra eles no sul da Somália desde o final de 2011.

O exército queniano se juntou à força da União Africana na Somália (Amisom) e ajudou a expulsar os shebab de muitas de suas fortalezas.

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