Publicado 06 de Outubro de 2020 - 19h53

Por AFP

O candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, alertou nesta terça-feira (6) que "forças obscuras" dividem os americanos, e garantiu que, assim que eleito, irá acabar com "o medo e o ódio" que consumem o país.

Em discurso realizado no local da famosa batalha de Gettysburg, da Guerra Civil americana, o adversário do presidente Donald Trump nas eleições de 3 de novembro condenou o crescimento do nacionalismo branco e afirmou que o país precisa de união.

"Forças obscuras, forças divisórias, forças de ontem estão nos separando e nos segurando", declarou Biden no local onde o presidente Abraham Lincoln pronunciou um inspirador discurso em 1863.

"Não podemos e não permitiremos que os supremacistas brancos acabem com os Estados Unidos de Lincoln, [dos abolicionistas] Harriet Tubman e Frederick Douglass, com os Estados Unidos que são o refúgio e lar para todos, sem importar sua origem", completou.

Biden, de 77 anos e que lidera as pesquisas eleitorais, não mencionou o nome de Trump, mas seu discurso acontece uma semana após o primeiro debate presidencial em Cleveland, no qual o atual presidente não condenou de maneira clara o nacionalismo branco.

O candidato democrata pediu união, após meses de amargas divisões nos Estados Unidos, e se disse "preocupado" com o que vê atualmente no país.

"Os Estados Unidos estão em uma posição perigosa, nossa confiança nos outros está diminuindo, a esperança parece ilusória" e a política já não é mais um fórum para mediar diferenças, mas o campo de batalha de uma "guerra partidária total e implacável", afirmou.

"Ao invés de tratar o outro partido como a oposição, o tratamos como o inimigo. Isso precisa acabar", concluiu Biden.

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