Publicado 06 de Outubro de 2020 - 19h53

Por AFP

Numa partida que durou mais de cinco horas e na qual mostrou sua tradicional garra, lutando por cada ponto, o argentino Diego Schwartzman, 14º do ranking da ATP, venceu nesta terça-feira o austríaco Dominic Thiem (3º) nas quartas de final de Roland Garros por 7-6 (7/1), 5-7, 6-7 (6/8), 7-6 (7/5), 6-2, avançando pela primeira vez para uma semifinal de um Grand Slam.

Schwartzman vai disputar vaga na final da competição em Paris com o vencedor do duelo entre o espanhol Rafael Nadal, segundo do mundo, e o jovem italiano Jannik Sinner (75º).

"Ainda estou no torneio e quero muito continuar ganhando", avisou o argentino.

O feito desta terça do tenista argentino foi extraordinário, pois ele superou, após mais de cinco horas dentro da quadra e com três sets decididos no tie-break, um adversário que é o atual campeão do US Open e que buscava sua terceira final consecutiva em Paris.

Em dia histórico para o tênis argentino, que começou com a classificação de Nadia Podoroska às semifinais femininas após eliminar a ucraniana Elina Svitolina -uma conquista que não ocorria desde 2004 com Paola Suárez-, o "Peque" se tornou o primeiro representante do país a avançar à semifinal do torneio de simples masculino no saibro francês desde Juan Martín Del Potro em 2018, eliminado por Nadal.

"É espetacular que estejamos ambos nas semifinais, é um espetáculo (...) mas o torneio continua para mim e para Nadia", declarou.

"Foi um jogo muito importante para mim, é a terceira vez que jogo os cinco sets no Philippe Chatrier (quadra principal), nunca ganhei, desta vez mereci vencer", declarou Schwartzman, ao fim da partida na qual terminou em melhores condições físico do que seu adversário.

Além de bater um favorito ao título, o representante da Argentina chegou pela primeira vez na carreira as semifinais de um Grand Slam, depois de duas oportunidades em Roland Garros 2018 e no US Open em 2017 e 2019, quando caiu nas quartas.

Thiem esteve três vezes a duas bolas de vencer a partida no quarto set, mas acabou falhando nos momentos decisivos, com a moral ressentida e mais cansado que o oponente de 28 anos.

O austríaco, sem dúvida, pagou pelo esforço que vem fazendo há mais de um mês, com seu primeiro título de Grand Slam em setembro, no Aberto dos Estados Unidos, além de ter jogado por três horas e meia de jogo na fase anterior contra o jovem francês Hugo Gaston (239º).

"O Dominic é um dos melhores jogadores do mundo. (...) Estou muito feliz, não só por estar nas semifinais, mas porque é um grande passo à frente para mim", disse o argentino ainda encontrando forças para sorrir.

"Foi um jogo incrível, o primeiro da minha carreira que durou mais de cinco horas. Diego, sem dúvida, mereceu a vitória", reconheceu o austríaco.

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