Publicado 06 de Outubro de 2020 - 19h33

Por AFP

A Bolívia vivenciou o pior da covid-19, afirmou a presidente interina Jeanine Áñez nesta terça-feira (6), ao fazer um balanço dos efeitos da pandemia que, de março até agora, contaminou mais de 137.100 pessoas e causou mais de 8.100 mortes no país.

"Agora o pior já passou, o que não significa que temos que relaxar ou parar de nos preocupar, a pandemia não foi embora", disse a presidente em cerimônia pública no espaço presidencial Palácio de Quemado.

Em março, foram registrados os primeiros casos do novo coronavírus, e entre julho e agosto foram conhecidos 1.800 a 2.000 novos casos por dia. Na última semana, o Ministério da Saúde contabilizou entre 300 e 600 casos por dia.

A covid-19 virou o sistema de saúde de cabeça para baixo, colapsando os serviços médicos.

Áñez, que também teve que enfrentar um grande escândalo por causa da compra superfaturada de ventiladores para pacientes com a doença, disse que "não foi um momento fácil".

Apesar dos números apontarem para uma redução da doença no país, a presidente destacou que é preciso dar continuidade aos alertas e manter as medidas de biossegurança como forma de evitar uma nova onda, como "em alguns países onde tiveram que voltar a uma quarentena rígida para evitar o contágio".

O país relaxou gradualmente a quarentena para reativar a atividade econômica e comercial, embora suas fronteiras permaneçam fechadas e seu espaço aéreo espere abrir para voos comerciais somente na próxima semana.

Menos de duas semanas antes das eleições gerais, a pandemia parece estar em queda.

Cerca de 7,3 milhões de pessoas foram convocadas para votar, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotou uma série de protocolos para o dia das eleições - como o aumento do número de cabines de votação e o fornecimento de roupas de segurança aos cartórios. eleitoral.

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