Publicado 06 de Outubro de 2020 - 13h43

Por AFP

O buraco negro é um dos elementos mais misteriosos do Universo: um "monstro" invisível devorador de estrelas, sua existência foi cientificamente comprovada após um longo e árduo caminho que o Prêmio Nobel de Física consagrou nesta terça-feira (6).

O prêmio foi concedido ao britânico Roger Penrose, que forneceu a prova matemática, assim como ao alemão Reinhard Genzel e à americana Andrea Ghez, que encontraram um buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea.

Esses objetos desafiam o senso comum a tal ponto que até Albert Einstein, pai da teoria da relatividade, duvidou de sua existência.

Os buracos negros comprimem grandes massas em espaços extremamente pequenos. Sua atração gravitacional é tão grande que nada lhes escapa, nem mesmo a luz.

Por este motivo, estes corpos são muito difíceis de detectar. Os cientistas conseguiram confirmar sua existência, graças ao impacto que têm em seu entorno.

Existem dois tipos.

O primeiro é formado pelo colapso do núcleo de uma grande estrela, criando uma supernova. Pode ser até 20 vezes mais massivo que o Sol, mas ocupa um pequeno espaço. Tentar ver o buraco negro mais próximo da Terra seria como procurar uma célula humana na superfície lunar.

Em contraste, os buracos negros supermassivos - como aqueles que os laureados com o Prêmio Nobel encontraram - são pelo menos um milhão de vezes maiores que o Sol.

No mês passado, foi anunciada a descoberta do primeiro buraco negro de massa intermediária, 142 vezes maior do que o Sol. Ele foi formado pela fusão de dois menores.

Em 1915, Einstein descreveu como absolutamente tudo, do átomo à supernova, está sujeito à gravidade. E como isso é proporcional à massa, um corpo extremamente maciço poderia, em teoria, alterar o espaço e desacelerar o tempo.

Embora duvidasse de sua existência, o cientista acreditava que um buraco negro seria até capaz de parar o tempo.

Roger Penrose forneceu provas de que a formação de um buraco negro era uma previsão sólida da teoria da relatividade geral de Einstein.

Provavelmente, o buraco negro mais famoso é aquele no centro da Via Láctea. Com uma massa quatro milhões de vezes a do Sol, Sagitário A* é um "monstro" responsável pelo redemoinho característico das estrelas da Via Láctea.

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