Publicado 06 de Outubro de 2020 - 11h03

Por AFP

Um professor de Hong Kong acusado de promover a independência em seus cursos foi demitido do cargo, uma medida apoiada nesta terça-feira (6), pela chefe do Executivo local, Carrie Lam, como um golpe para a "ovelha negra" do setor educacional.

É a primeira vez que o Gabinete de Educação de Hong Kong demite um professor pelo conteúdo dos cursos ministrados.

Esta decisão aconteceu em um contexto de escalada da repressão contra ativistas pró-democracia.

"Devemos continuar a eliminar as ovelhas negras do setor educacional", disse Carrie Lam, a principal líder de Hong Kong, à imprensa.

"Se houver uma fração muito pequena de professores que usam seus deveres para transmitir mensagens equivocadas, promovendo um má interpretação da nação, para sujar o país e o governo de Hong Kong sem qualquer fundamento, então, a questão se torna muito séria", alegou.

O Escritório de Educação alegou que o professor, que trabalhava em uma escola de Ensino Fundamental, cuja identidade não foi divulgada, foi expulso por "divulgar deliberadamente mensagens pró-independência".

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