Publicado 06 de Outubro de 2020 - 8h23

Por AFP

Mais da metade das pessoas que vivem na pobreza na região de Paris, a maioria migrante, contraiu o novo coronavírus - aponta um estudo divulgado nesta terça-feira (6) pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Testes realizados por MSF em centros de recepção, em centros de distribuição de alimentos e em abrigos para trabalhadores migrantes revelam uma taxa de infecção de 55% - "uma prevalência muito alta", aponta o relatório.

Este é, segundo MSF, o primeiro estudo na Europa que analisa o nível de exposição ao vírus entre pessoas que vivem na pobreza, incluindo estrangeiros. Este grupo constitui 90% da amostra avaliada pela ONG.

"Os resultados mostram um percentual muito importante de contaminação, principalmente, devido às condições de superlotação que existiam nos centros esportivos onde essas pessoas estavam confinadas", disse à AFP a diretora de MSF na França, Corinne Torre.

Em dois centros de acolhida de trabalhadores migrantes estudados para este relatório, MSF descobriu que mais de 88% das pessoas testadas estavam infectadas.

Enquanto na França o número de diagnósticos positivos na população geral oscila entre 5% e 10%, a cidade de Paris chegou a registrar 12% no final da semana passada.

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