Publicado 06 de Outubro de 2020 - 7h44

Por AFP

A líder da oposição de Belarus, Svetlana Tikhanovskaya, pediu nesta terça-feira em Berlim que os países europeus mantenham a "pressão", inclusive com "sanções", sobre o regime do presidente Alexander Lukashenko.

Depois de uma reunião com o presidente francês, Emmanuel Macron, na semana passada, a líder da oposição, que reivindica a vitória nas eleições presidenciais bielorrussas de agosto, se reunirá com Angela Merkel nesta terça-feira.

"Nosso país precisa de diferentes tipos de ajuda, mas precisamos sobretudo de mediação para iniciar o diálogo com nossas autoridades, negociações. Tenho certeza de que (Angela Merkel) será de grande ajuda nesta situação", disse a opositora em uma entrevista coletiva.

"A pressão tem que acontecer tanto dentro como fora de nosso país", completou a política de 37 anos, refugiada na Lituânia desde as polêmicas eleições presidenciais de 9 de agosto.

"A pressão interna significa manifestações, greves, movimentos cidadãos, a pressão externa significa sanções, ajuda dos países vizinhos", explicou Tikhanovskaya.

"Pedimos a todos os líderes que elevem a voz sobre Belarus", disse

"Com certeza pedimos que ampliem a lista de sanções, que não reconheçam Lukashenko como líder legítimo, nem sequer o ajudem economicamente", completou.

"As sanções são apenas o início da pressão que os países europeus podem exercer sobre nosso regime, sobre Lukashenko".

Na semana passada, a União Europeia anunciou sanções contra 40 funcionários bielorrussos envolvidos na repressão, incluindo o ministro do Interior. O governo dos Estados Unidos também anunciou sanções.

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