Publicado 05 de Outubro de 2020 - 20h03

Por AFP

O presidente Donald Trump passou três noites no hospital militar Walter Reed, onde recebeu um tratamento geralmente administrado em casos graves de Covid-19. Segue abaixo o que se sabe sobre o estado de saúde do chefe de Estado americano:

Desconhecida.

Quinta-feira, 1º de outubro, de acordo com a porta-voz Kayleigh McEnany. A Casa Branca se recusou a dizer quando foi o último teste negativo.

Sexta-feira, 2 de outubro, às 18H30 do horário local (19H30 de Brasília).

Inicialmente, Trump teve "febre alta", fadiga, tosse e congestão nasal, mas não ficou sem ar, segundo seu médico Sean Conley. O último estado febril teria sido sexta-feira.

A taxa de saturação de oxigênio no sangue caiu duas vezes para níveis que indicam uma eventual doença pulmonar. Na sexta-feira a taxa era de 94% e no sábado de 93%, que são inferiores aos 95% normais.

Trump recebeu oxigênio na Casa Branca na sexta-feira e talvez no sábado. Seu médico é evasivo quanto ao segundo episódio. Ele não precisou de um respirador artificial.

Desde o alerta de sexta-feira, Trump foi visto em mensagens de vídeo sem sinais aparentes de fadiga e saiu brevemente em um carro no domingo para cumprimentar os apoiadores reunidos em frente ao hospital.

Durante o fim de semana, ele falou com várias pessoas ao telefone. "Sua saúde continua a melhorar", disse seu chefe de gabinete, Mark Meadows, que indicou que Trump fez "um progresso incrível" e pode retornar à Casa Branca nesta segunda-feira.

Conley não descreveu a condição dos pulmões de seu paciente ou os resultados das imagens. Limitou-se a dizer: "Fizemos as observações esperadas, mas nada muito importante do ponto de vista clínico".

Questionado se Trump está com pneumonia, o médico respondeu: "Não estamos autorizados a falar sobre isso."

Na própria Casa Branca, o presidente americano recebeu na sexta-feira uma dose forte (8 gramas) de um tratamento experimental da empresa de biotecnologia Regeneron.

Esse tratamento é baseado em dois anticorpos produzidos em laboratório para neutralizar o coronavírus. Os resultados clínicos dos ensaios são promissores, mas sua administração é restrita a esses testes, embora com algumas exceções; como o de Trump.

Trump também foi tratado com o remdesivir por cinco dias. Este antiviral foi o primeiro a receber uma autorização de emergência contra a covid-19. É injetado por via intravenosa uma vez ao dia e tenta impedir a replicação do vírus. Atualmente é recomendado para pacientes que necessitam de oxigênio.

Desde sábado, Trump também está recebendo dexametasona; um corticoide para casos graves que, está comprovado, reduz a mortalidade. Este remédio da família dos esteroides combate inflamações que podem comprometer seriamente os pulmões e outros órgãos vitais.

Os três tratamentos são usados em diferentes fases da infecção, o que gera confusão sobre o atual estado do presidente.

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