Publicado 05 de Outubro de 2020 - 18h23

Por AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai deixar o hospital nesta segunda-feira (5), enquanto a pandemia covid-19, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) já teria infectado 10% da população mundial, se aprofunda na Europa, onde as restrições são retomadas.

O coronavírus é um "alerta" para a comunidade internacional, avaliou nesta segunda-feira o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que afirma acelerar a reforma da organização em função da situação.

Junto com ele, o diretor de emergências em saúde da OMS, Michael Ryan, disse que cerca de 10% da população mundial pode ter se infectado com o covid-19, ou seja, cerca de 780 milhões de pessoas, quando os números oficiais registram 35,3 milhões de casos.

Paris e seus arredores, com cerca de 7 milhões de habitantes, estão em alerta máximo de saúde e a partir desta terça-feira os bares serão fechados por 15 dias devido ao aumento de casos, o que ocorre em praticamente toda a Europa.

"Estamos entrando em uma nova fase", disse Anne Hidalgo, a prefeita de Paris, que registra 260 casos por 100.000 habitantes e onde 36% dos leitos dos serviços de reanimação em hospitais são ocupados por pacientes com covid-19.

Os restaurantes, por outro lado, podem permanecer abertos com medidas sanitárias reforçadas. Eventos com mais de 1.000 pessoas continuarão proibidos, assim como reuniões de mais de 10 pessoas em espaços públicos.

A França registrou até agora 32.000 mortes por covid-19, enquanto em toda a Europa as mortes chegam a 235.000, em 5,8 milhões de casos.

Paris segue os passos de outras cidades, como Madri e nove municípios vizinhos, que aplicaram novas restrições de movimento a seus habitantes desde a última sexta-feira.

Madri é responsável por um terço das 790.000 infecções e mais de 32.000 mortes por covid-19 na Espanha. Outras três cidades espanholas, León, Palencia e San Andrés, estarão parcialmente fechadas a partir desta terça-feira por pelo menos duas semanas.

A Irlanda está à beira de um segundo confinamento nacional, depois que a saúde pública recomendou no domingo que passasse para o nível mais alto de restrições.

Uma nova paralisação total, tanto na Irlanda quanto em outros lugares, é difícil de implementar devido à impopularidade da medida e suas devastadoras consequências econômicas.

Nesse contexto de crise econômica, a petrolífera norte-americana ExxonMobil anunciou que cortará cerca de 1.600 empregos até o final de 2021 na Europa, onde emprega cerca de 14.000 pessoas, devido ao impacto da pandemia.

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