Publicado 05 de Outubro de 2020 - 16h13

Por AFP

Messi pensando em sair do Barcelona, Suárez longe do amigo argentino e agora no Atlético de Madri e Neymar driblando polêmicas no PSG. Assim, os três prinicpais jogadores sul-americanos reencontram as seleções de seus países no início da caminhada por uma vaga na Copa do Mundo de 2022 e da calma perdida na Europa.

O chileno Arturo Vidal, recém-contratado pela Inter de Milão, e o colombiano James Rodríguez que renasceu pelas mãos de Carlo Ancelotti no inglês Everton são figuras que vão tentar aproveitar as mudanças e dar poder às suas equipes.

Não convocado, o uruguaio Edinson Cavani vai assistir aos jogos da sua seleção nas Eliminatórias pela TV, enquanto espera para assinar contato com o Manchester United, de acordo com imprensa.

Sorrisos com o Barcelona, lágrimas com a seleção argentina: o roteiro que se repetiu durante anos foi quebrado no final de setembro, quando Lionel Messi anunciou ao clube espanhol que queria sair, um ano antes do fim do contrato e depois de sofrer uma derrota humilhante por 8 a 2 na Liga dos Campeões diante do Bayern de Munique.

O Barça recusou liberá-lo e o craque cedeu. O atacante engoliu frustração por não poder deixar o time catalão, pediu unidade e iniciou a temporada comprometido com o trabalho do novo treinador, o holandês Ronald Koeman, e a equipe, que dispensou dois de seus grandes amigos: Luis Suárez e Arturo Vidal.

"O Messi veio do "grande Barcelona" para jogar em times argentinos em formação que não conseguiram conquistar o título que ele tanto almeja, agora chega a uma seleção com mais esperiência, com mais certezas do que o atual Barcelona", disse à AFP o jornalista argentino Sebastián Varela del Rio.

Mas "não creio que Messi esteja influenciado" pelo momento do Barça. "Messi é um competidor voraz, um dos grandes jogadores de futebol da história e quando entra em um campo, entra para vencer, entra para a glória", acrescentou.

Faltando dois anos para a Copa no Catar, o time comandado por Lionel Scaloni iniciará nesta quinta-feira, em Buenos Aires, contra o Equador, o caminho para um Mundial que pode ser a última chance de ver Messi campeão.

Neymar chega à Seleção Brasileira como líder indiscutível da equipe de Tite. Mais maduro, o ex-jogador do Santos levou, ao lado do francês Kylian Mbappé, o Paris Saint-Germain à final da Liga dos Campeões, mas foi derrubado pelo Bayern de Munique.

Porém, com o início do Campeonato Francês as polêmicas voltaram e um incidente no jogo contra o Olympique de Marselha quebrou sua tranquilidade. A estrela do PSG foi acusada de insultos discriminatórios contra o espanhol Álvaro González e contra o japonês Hiroki Sakai, mas a Comissão Disciplinar não sancionou os jogadores.

Neymar terminou a partida expulso e depois acusou Álvaro de tê-lo insultado chamando-o de "macaco".

Para o jornalista brasileiro Marcelo Bechler, do Esporte Interativo, "Neymar sabe que tem que jogar, é onde ele controla melhor todas as situações, todas as coisas boas que podem acontecer com ele é quando ele está em campo jogando (...) quando ele não está jogando, ele lida muito mal com as coisas", afirmou.

Na sexta-feira, em São Paulo contra a Bolívia, ele terá mais uma chance de brilhar com a seleção.

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